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A Europa é favorável a estabelecer uma meta de crescimento para os países do G20, o grupo das principais economias desenvolvidas e em desenvolvimento do mundo, mas apenas se as nações se comprometerem com grandes reformas, afirmou o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da União Europeia, Olli Rehn.

Os ministros das Finanças e os chefes dos Bancos Centrais das nações do G20 se reúnem na Austrália neste fim de semana para tentar encontrar maneiras de alavancar o crescimento econômico mundial por meio do investimento, competitividade, comércio e emprego.

O Tesoureiro da Austrália, Joe Hockey, afirmou que o projeto de estabelecer uma meta numérica de crescimento está ganhando força, mas Rehn disse que isso só faz sentido se as reformas ganharem a mesma adesão.

"Eu vejo que crescimento econômico é consequência de políticas corretas e coordenação global. Então, sim, precisamos de uma ambiciosa meta de crescimento, mas apenas sob a condição de acertarmos também reformas econômicas ambiciosas e políticas econômicas vigorosas", afirmou Rehn.

"Isso é o G20", afirmou Rehn à Reuters durante uma entrevista nos bastidores do encontro.

Ele afirmou que as discussões de metas de crescimento eram baseadas em um estudo do FMI que visava impulsionar o do PIB em 0,5 por cento anualmente.

Mas para que haja crescimento global rapidamente, Rehn disse que os países do G20 que possuem superávit em conta corrente precisam incentivar a demanda interna e o investimento, enquanto aqueles que estão em déficit precisam tornar as suas finanças públicas sustentáveis, criar empregos e ser mais competitivos.

"Quando você acertar essas coisas, faz sentido ter uma meta ambiciosa de crescimento para a economia mundial", afirmou. Ele disse que as reformas também são a melhor defesa para a inquietação dos mercados financeiros, algo que sacudiu várias economias de países emergentes no começo do ano.

Algumas das nações afetadas afirmaram que a volatilidade do mercado - o que forçou aumento nas taxas de juros no Brasil, Turquia, África do Sul e Índia - é culpa da política do Federal Reserve, o Banco Central norte-americano, de passar a reduzir o seu estímulo monetário à economia.

Mas Rehn afirmou que escolhas políticas dos países emergentes é que estão por trás de seus problemas no atual momento.

"Algumas economias que foram melhor preparadas estão desempenhando melhor, também no contexto da recente turbulência no mercado financeiro, enquanto aqueles que estavam pior preparados estão tendo que lidar com mais turbulência e desafios mais sérios", opinou.

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