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Internet móvel

Um brasileiro na linha de produção de Androids

O mineiro Hugo Barra, diretor de produtos móveis do Google, diz que 2011 será o “ano da virada” para os smartphones

  • PorAgência Estado
  • 28/11/2010 21:03
Barra, em uma palestra proferida em Mônaco: preço de smartphones e de planos de dados vai cair | Rodrigo Sepulveda/Creative Commons
Barra, em uma palestra proferida em Mônaco: preço de smartphones e de planos de dados vai cair| Foto: Rodrigo Sepulveda/Creative Commons

Aplicações

Até na geladeira?

O sistema operacional Android é uma plataforma aberta, o que quer dizer que qualquer um tem acesso às linhas de códigos que o formam. Podem, então, modificá-lo, criar coisas novas em cima e – o que é mais interessante – ganhar dinheiro com isso. "Você pode colocar o Android numa geladeira, num carro, num tablet. Hoje, se você observa o mercado, a opção por uma plataforma aberta é uma necessidade clara."

Segundo os últimos dados sobre o mercado de smartphones do instituto de pesquisa comScore, a plataforma Android foi a única a crescer (6,5%) nos seis meses anteriores a setembro deste ano. "Eu não tenho a menor dúvida de que esses resultados se devem ao ecossistema que criamos." Hoje são 22 empresas fabricando aparelhos com Android. Há, pela última contagem de Barra, 96 aparelhos no mercado com o sistema operacional deles. Em termos de aplicativos e interesse de desenvolvedores, o Android Market (loja para comprar ou baixar aplicativos) já possui mais de 100 mil apps no acervo. Comparando, a rival Apple, popular pelo iPhone, tem mais de 250 mil aplicativos na App Store. O robozinho do Google está perdendo. Ainda.

São Paulo - Há um brasileiro à frente do de­­senvolvimento de aplicativos e serviços da plataforma Android, o sistema operacional do Google para smartphones. Hugo Barra, 34 anos, nasceu em Belo Horizon­te (MG) apenas três anos depois da criação do primeiro telefone realmente móvel pela Motorola, o Dy­­natac 8000X, nos EUA. Ele atual­mente é diretor de produtos mó­­veis no Google e, a partir da sua experiência na área, acredita que 2011 será o "ano da virada" para smartphones e para as conexão móvel, não só nos países mais ri­­cos, mas também aqui, no Brasil.

Para ele, o preço dos celulares tende a cair muito até o ano que vem. Nesse cenário, o custo do plano de dados também passará a ser bem menor do que é hoje. "Vender um smartphone e não negociar um plano de dados não compensa, comercialmente falando. Isso vai mudar."

A história de Barra no mundo da informática internacional é marcada por duas características que se repetem entre os executivos das grandes empresas do se­­tor: qualificação acadêmica e empreendedorismo. Já formado no Brasil, com seu diploma de engenheiro elétrico, ele pegou um avião e voou para Boston, na costa leste dos EUA, para fazer mestrado em computação no MIT, um dos institutos de tecnologia mais im­­portantes do mundo. Lá, reuniu alguns amigos e, juntos, abriram uma empresa "bem fundo de garagem", a Lobby7, que desenvolvia tecnologias de reconhecimento de voz humana por máquinas.

Passado um tempo de trabalho, uma das maiores empresas do setor, a Nuance Communica­tions, comprou a empresa dos ra­­pazes. Barra virou diretor de produtos, cres­­ceu e assumiu a cadeira de di­­retor da empresa. Na Nuance foi um dos responsáveis pela produção do primeiro celular com o sistema operacional Android e motor de reconhecimento de voz.

Em Londres

Em 2007, o brasileiro Mário Quei­­roz, que na época era o responsável pelos produtos da área mobile no Google, sabendo do trabalho de Bar­­ra, o convidou para fazer parte da equipe no escritório de Londres – o maior do Google, excluindo-se a sede, na Califórnia. Três anos de­­pois, Queiroz deixou o setor para se dedicar à Google TV, e seu amigo mineiro assumiu a sua cadeira, pas­­sando a ser o responsável pelos projetos relacionados ao Android (e seus 500 engenheiros que trabalham dedicados à plataforma), apli­­cativos e todos os produtos do Google adaptados para a plataforma móvel (Google Mobile, YouTu­­be, Gmail).

Nesse período, o brasileiro participou de dezenas de projetos. Em um deles, o Google Buzz, in­­clusive gerou acusações de invasão de privacidade pelos usuários, por tornava exposta a lista de contatos com os quais o usuário havia se relacionado recentemente. Barra trabalhou em um mecanismo de geolocalização que exibia em tempo real no Buzz o endereço do usuário, mas rebateu a ideia de violação de privacidade dizendo que só de­­penderia do usuário, aceitar ou não o serviço. "Quem quiser, coloca."

Quando o assunto é Android, Barra fica animado e diz, orgulhoso, que o crescimento da plataforma se deve essencialmente ao tipo de ecossistema que o Google criou. Nesse meio, ecossistema é um ambiente no qual todos os elementos se relacionam em harmonia, neste caso ele se refere aos desenvolvedores (que criam no­­vos programas ou aplicativos para o Google), a em­­presa, os suportes e ferramentas para que tudo isso dê certo.

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