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Um terço da queda do PIB virá das montadoras

O desempenho negativo arrasta os demais setores da cadeia. Os empregos são os mais afetados

    • Estadão Conteúdo
    • 21/06/2015 10:30
    Este ano devem ser produzidos 2,585 milhões de veículos, 17,8% menos que em 2014 | Comunicação Volkswagen do Brasil
    Este ano devem ser produzidos 2,585 milhões de veículos, 17,8% menos que em 2014| Foto: Comunicação Volkswagen do Brasil

    A crise no setor automotivo deve responder por um terço da retração da economia brasileira esperada para 2015. No cenário econômico complicado para este ano, analistas estimam uma retração do Produto Interno Bruto (PIB) de aproximadamente 1,5%. A contribuição negativa do setor nessa conta é de 0,5%.

    O tombo da indústria automobilística provoca estrago na economia brasileira porque o setor responde por 10% da indústria nacional e, consequentemente, por 2,2% do PIB, segundo cálculos da Tendências Consultoria. Para este ano, a consultoria estima uma queda de 24% no setor na produção medida pelo IBGE. “A queda está muito forte, e o peso do setor na economia é muito grande. Uma retração desse tamanho puxa a indústria para baixo e, consequentemente, o PIB”, afirma Rodrigo Baggi, analista da Tendências.

    Pelas projeções da Anfavea, associação que representa as montadoras, devem ser produzidos este ano 2,585 milhões de veículos, 17,8% menos que em 2014. O volume será o mais baixo desde 2007.

    O desempenho negativo arrasta os demais setores da cadeia e o efeito mais perverso é nos empregos. Na indústria de aços, que vende 22% de sua produção para as montadoras, 12 mil postos foram eliminados nos últimos 12 meses. Há também 1,4 mil trabalhadores com contratos suspensos (lay off).

    Cálculos da PriceWaterhouseCoopers (PwC) indicam que, para cada emprego na montadora, há outros 12 gerados na cadeia automotiva. Por essa conta, o setor emprega mais de 1,5 milhão de pessoas. Na relação inversa, as 6,3 mil vagas fechadas nas montadoras até maio teriam provocado outras 75,6 mil demissões em diversas áreas. Até abril, só as revendas de veículos cortaram 12 mil postos e as autopeças, 7,4, mil.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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