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Benefícios

Vale repaginado: empresas oferecem cartões para adiantar até 30% do salário

Empresas de benefício lançam cartões que permitem a funcionários adiantarem parte do salário. Valor é descontado na folha do mês seguinte.

    • São Paulo
    • Estadão Conteúdo
    • 29/10/2018 20:31
    Maior parte das compras com cartões benefício é voltada para alimentos | Henry Milleo/Gazeta do Povo
    Maior parte das compras com cartões benefício é voltada para alimentos| Foto: Henry Milleo/Gazeta do Povo

    Um novo filão no mundo corporativo é a versão moderna do “vale”. As empresas oferecem cartões de benefícios que os funcionários podem utilizar para fazer compras em redes parceiras, como farmácias e supermercados. Serve como uma antecipação salarial, e o valor é descontado em folha, no mês seguinte. Empresas de benefícios têm oferecido o modelo para ajudar companhias que precisam de mais fluxo de caixa — e trabalhadores que penam para que o salário dure até o fim do mês.

    Um novo cartão oferecido pela Sodexo, que atua no setor de vales alimentação e refeição, funciona como um cartão de adiantamento de até 30% do salário que permite ao trabalhador fazer compras, saques em caixas eletrônicos, pagamento de contas, transferências bancárias e recargas de celular. Iniciativas como essa formalizam o popular “vale”: quando o patrão adiantava o salário do empregado e descontava o valor no mês seguinte.

    O produto da Sodexo funciona da seguinte maneira: o trabalhador usa o cartão e depois tem os valores descontados na próxima folha de pagamento. A iniciativa é uma parceria com a Wex, empresa global em soluções de pagamentos corporativos.

    Segundo o vice-presidente de produtos, serviços e tecnologia da Sodexo Benefícios e Incentivos, Stener Navarro, o funcionário não tem nenhum custo para ter o cartão ou para fazer compras. Mas, se optar por saques em caixas eletrônicos ou transferências, há uma taxa de R$ 8. Se o trabalhador quiser parcelar o pagamento da transação, a taxa de juros será de 8,9% ao mês.

    Desde o lançamento, cerca de cem empresas já demonstraram interesse pelo produto. “Esse cartão ajuda no fluxo de caixa das companhias, que têm tido problemas de capital de giro desde a crise econômica, além de dar suporte ao trabalhador na organização financeira, podendo contribuir para reduzir a inadimplência no País”, diz Navarro. Quem tem o cartão também tem acesso a um serviço gratuito de orientação financeira por telefone, aconselhamento jurídico e suporte social.

    Especialistas afirmam que este tipo de cartão pode ser um aliado, mas deve ser usado com moderação, para que não se crie uma relação de dependência que comprometa a renda e leve a novas dívidas.

    Vale-saúde

    Já a Ticket resolveu apostar no setor de saúde. O cartão de adiantamento salarial, o Ticket Plus, já tem 18 anos, mas foi no início deste ano que a empresa passou a oferecer descontos de até 60% em mais de 40 mil farmácias e em serviços médicos de uma clínica parceira.

    “Com o cartão, ela pode definir a porcentagem que o funcionário pode gastar - e ele, dependendo do dia da compra, tem até 40 dias para pagar”, diz Adriana Serra, diretora de produtos da Ticket. Ela afirma que o cartão já tem mais de 1 milhão de usuários, concentrados em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro.

    Antecipação na rede parceira

    A rede Alelo lançou seu cartão de antecipação no início de 2017 depois de uma pesquisa mostrar que o vale alimentação acabava no quarto dia útil após o recebimento e o de refeição, no 21.º dia. “Os funcionários ficavam quase metade do mês descobertos”, afirma o diretor de marketing e produtos da Alelo, André Turquetto.

    O produto, no entanto, apenas pode ser usado na rede Alelo, que inclui mais de 500 mil estabelecimentos de alimentação, combustíveis, farmácia e entretenimento, entre outros. Com a nova lei trabalhista, muitas empresas tem usado o cartão para dar alguns benefícios, a título de auxílio, aos funcionários, sem a incidência de impostos.

    Por exemplo: num dissídio, a empresa pode dar um aumento menor e complementar com um benefício no cartão. Nesse caso, a empresa define um valor e onde o funcionário pode gastar, como farmácia, por exemplo.

    Em um ano, a Alelo já emitiu 300 mil cartões, com gasto médio de R$ 350 cada. “O objetivo é triplicar esse número até o fim de 2019”, diz Turquetto. Nesse caso, o ganho da Alelo vem dos estabelecimentos comerciais em que os trabalhadores fazem suas transações. Na Sodexo, a remuneração é feita pela parceira Wex, que paga um porcentual sobre todas as compras e transações financeiras feitas pelos trabalhadores.

    Chefes de família com até cinco salários mínimos

    Segundo levantamento da Multibenefícios, unidade de negócios do GPA que também oferece um cartão de adiantamento, 80% dos funcionários que utilizam esse crédito antecipado compram alimentos. Além disso, 71% são os responsáveis pela manutenção da casa e ganham de um a cinco salários mínimos.

    “Fazem uso desse benefício principalmente chefes de família, pois embora o benefício esteja estendido a toda a rede, física e online, percebe-se um consumo de itens básicos”, aponta Sheila Moura, gerente geral de Multibenefícios. “Notamos, porém, que em épocas específicas, como a Black Friday, se destaca um perfil mais jovem, que aproveita adiantamento para usufruir de grandes promoções, como de eletrônicos.”

    Paula Sauer, planejadora financeira certificada pela Planejar, observa que essa modalidade de antecipação pode ser vantajosa sobretudo se a rede conveniada oferecer descontos, mas pode virar uma armadilha para quem não se organiza. “O trabalhador não pode esquecer que, no mês seguinte, terá um salário ainda menor”, diz.

    Ela ressalta que, em geral, o trabalhador não faz contas com o salário líquido, mas sim com o bruto - o que já leva a uma distorção. “O perigo é não ter disciplina e cair no piloto automático. Pois aí, se o dinheiro no mês seguinte não for suficiente, o trabalhador pode se endividar.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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