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Bebidas

Venda de cerveja artesanal deve crescer 80% no Paraná

Previsão da associação do setor leva em conta o reconhecimento das empresas do estado nas premiações nacionais

Ronaldo Flores, presidente da Procerva-PR e também dono da Gauden Bier: empresas estão ampliando produção | Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo
Ronaldo Flores, presidente da Procerva-PR e também dono da Gauden Bier: empresas estão ampliando produção (Foto: Aniele Nascimento/ Gazeta do Povo)

A ideia de um sábado perfeito para quem gosta de mesa de bar, conversa com amigos e bebida gelada vem ganhando um aditivo: a cerveja artesanal. A venda da bebida no Paraná deve crescer 80% em 2013, segundo projeções da Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva-PR).

Para atender a demanda, as dez empresas associadas, das 19 existentes no estado, pretendem aumentar a capacidade produtiva para 536 mil litros até o fim do ano, o que representa um crescimento de 70% na comparação com 2012.

A produção das 200 microcervejarias brasileiras – empresas que produzem menos de 3 milhões de litros por ano – representa menos de 1% do bolo nacional, segundo o mestre-cervejeiro Matthias Rembert Reinold, idealizador do site Cervesia, que reúne os microcervejeiros.

A microcervejaria Way Beer, localizada em Pinhas, já fez ampliações por conta da demanda. No ano passado a capacidade de produção estática (quantidade de litros no tanque) passou de 22 mil para 33 mil litros. "A ideia é ampliar mais ainda até o fim deste ano", diz o responsável pelo setor de vendas, Gabriel Vasques.

Na Bodebrown, localizada no bairro Hauer, a situação não foi diferente. Em 2012, segundo o proprietário, Samuel Cavalcanti, a produção aumentou 100%. "Passamos de 8 mil litros em 2011 para 16 mil litros."

Em razão do aquecimento do setor, tanto a Bodebrown quanto as outras microcervejarias pretendem contratar mais funcionários. A expectativa é que 32 funcionários sejam chamados até o fim do ano.

Cavalcanti, da Bodebrown, acredita que a alta na venda de cervejas artesanais é decorrente da mudança de cultura. "Nos últimos anos o brasileiro viveu uma escravidão da cerveja. As pessoas só conheciam um estilo." Agora, segundo ele, existe a possibilidade de escolha, como ocorre com os vinhos.

É o caso da estudante Marina Beal Bordin, que prefere a bebida por causa do sabor. Ela está tão apaixonada que começou um curso, na cervejaria Bodebrown, para aprender a fazê-las. "Agora posso fazer cerveja", diz, empolgada. Mas é bom segurar a ansiedade: o processo de fabricação da bebida pode demorar um mês.

Além da cultura, há mais dois motivos para a alta do consumo: a ascensão social e o aumento de pontos de venda, diz o dono da Wesnky Beer, Luciano Wengrzinski. "Quando a pessoa sobe de classe, o consumo muda. Além disso, houve um aumento de bares que comercializam a bebida em Curitiba."

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