Alta dos alimentos afetou vendas de supermercados

Embora mais comportada do que no ano passado, a inflação de alimentos ainda atrapalha os resultados do setor de supermercados, segundo Juliana Vasconcellos, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

As vendas recuaram 0,3% em setembro ante agosto. Na comparação com setembro de 2013, a queda foi de 2%. "No caso de supermercado, é preço. O preço da alimentação em domicílio está acima da inflação", justificou Juliana.

O subgrupo alimentação em domicílio registrou inflação de 8,4% nos 12 meses encerrados em setembro, contra uma alta de 6,8% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) no mesmo período.

A gerente do IBGE cita também a influência da desaceleração da renda sobre a queda nas vendas do segmento. A massa salarial dos ocupados no País cresceu 2,8% nos 12 meses encerrados em setembro de 2013. A alta foi reduzida para apenas 0,9% nos 12 meses encerrados em setembro de 2014. "(A renda) Está crescendo, mas num patamar mais baixo", lembrou.

As vendas do comércio varejista em setembro tiveram alta de 0,4% em relação ao verificado em agosto, quando tinham aumentado em 1,1%, divulgou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (14).

Em agosto, o comércio havia registrado a primeira alta após dois meses de queda seguida. Com o resultado de setembro, o volume de vendas têm a segunda alta consecutiva.

Na comparação com setembro do ano passado, o varejo teve alta de 0,5%. No acumulado dos nove primeiros meses de 2014, as vendas do comércio acumulam crescimento de 2,6%. A taxa em 12 meses encerrada no mês passado teve uma expansão de 3,4%.

Varejo ampliado

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas cresceram 0,50% em setembro sobre agosto, na série com ajuste sazonal.

Na comparação com setembro de 2013, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado recuaram 1,2% em setembro deste ano. Nesse confronto, as projeções variavam de recuo de 2,50% a expansão de 1,20%, com mediana negativa de 1,15%.

Até setembro, as vendas do comércio varejista ampliado acumulam queda de 1,4% no ano e recuo de 0,10% nos últimos 12 meses.

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