A "bolha" do setor imobiliário dos Estados Unidos vinha se formando desde o início da década.

2001

JURO CAI

O atentado às torres gêmeas, o estouro da bolha "pontocom" e a descoberta de fraudes em grandes empresas ameaçavam jogar o mundo em uma recessão. Para estimular a economia, bancos centrais baixam os juros. Nos EUA, eles caem a 1% ao ano.

2001-2004

CONSUMO SOBE

Bancos dos EUA abrem os cofres para renegociar dívidas. Com prestação menor e prazo mais longo, sobra dinheiro para o norte-americano consumir. A construção de imóveis gera emprego e renda - e mais consumo.

2001-2004

LIBEROU GERAL

O preço dos imóveis sobe. Quem não consegue pagar pega um novo empréstimo para quitar o atrasado. Bancos e imobiliárias aproveitam a euforia dos consumidores e oferecem crédito até para quem não tem renda, emprego ou bens - é o "subprime", de alto risco.

2001-2004

ROLO NA BOLSA

Os créditos que os bancos tinham a receber são transformados em títulos negociados em bolsas de valores. Ávidos por mais rentabilidade, fundos de investimento ignoram o risco e compram esses ativos na forma de "pacotes" - que incluem dívidas de bons pagadores ("prime") misturadas às do tipo subprime.

2004-2007

FIM DA FESTA

Com juro baixo por tanto tempo, o consumo sai do controle e aumenta o risco de inflação. Para evitá-la, os EUA elevam os juros gradualmente a partir de 2004, chegando aos atuais 5,25% ao ano.

2007 - Julho

ENFIM, CALOTE

Com juro maior, a procura e o preço dos imóveis caem gradualmente. Bancos se dão conta de que os maus pagadores a quem emprestaram dinheiro... estão dando calote. Os fundos de investimento que têm títulos a receber vinculados ao "subprime" não conseguem calcular o tamanho do rombo.

2007 - Agosto

SALVE-SE QUEM PUDER

Clientes dos fundos de investimento correm para sacar o dinheiro aplicado. Para entregar os valores, os fundos têm de vender parte de seus títulos - entre eles, ações em países emergentes. Resultado: as bolsas caem em todo o planeta. O Brasil, que não comprou "subprime" nem emprestou para caloteiro, não escapou ao baque das bolsas.

2008

TEMPESTADE EM COPO D'ÁGUA?

Analistas acham pouco provável que a crise do mercado financeiro tenha forte impacto sobre a economia "real" do Brasil. Mas, se o cenário piorar, o país pode enfrentar inflação, queda no crédito e desaceleração do crescimento.

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