Curitiba A Vivo, maior operadora de telefonia móvel no país, anunciou ontem a reestruturação societária que resultará na fusão das cinco companhias de capital aberto listadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A partir do ano que vem, em data ainda indefinida, Tele Sudeste Celular, Tele Leste Celular Participações, Tele Centro-Oeste Celular Participações e CRT Participações se juntarão à Telesp Celular. A união dará origem à Vivo Participações. A Tele Centro-Oeste Celular continua a existir, mas como subsidiária da Vivo.
A reorganização será analisada pelos acionistas das respectivas companhias em assembléias-gerais extraordinárias marcadas para 8 de fevereiro de 2006. O grupo estima que o custo dessa operação seja de R$ 16,5 milhões.
As empresas já funcionam juntas desde 2003, quando a portuguesa Portugal Telecom e a espanhola Telefônica Mobiles unificaram suas operações no Brasil sob o nome de Vivo, depois de terem comprado as cinco companhias brasileiras em leilões de privatizações. A fusão tem como objetivos a redução de custos e o aumento na liquidez das ações, negociadas na Bovespa e na Bolsa de Valores de Nova Iorque (NYSE).
Os acionistas das empresas terão, depois de aprovada a Reestruturação Societária pelas assembléias extraordinárias, os seus papéis substituídos por ações da Telesp Celular, de acordo com as avaliações econômicas feitas pelo Goldman Sachs & Companhia (ver quadro). Os acionistas que não concordarem com a reestruturação serão reembolsados no valor de suas ações.
Para André Paes, analista de mercado do Paraná Banco, o impacto da reestruturação será positivo para a maioria dos acionistas, mas tem de ser analisado caso a caso. "Se a troca das ações fosse feita hoje, os acionistas da Tele Leste Celular teriam os maiores ganhos, já que estão com valorização de quase 100%", diz.







