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Reestruturação

Walmart anuncia fim da marca Big e vai investir R$ 100 milhões no Paraná

Grupo irá reformar todos dos 13 hipermercados do estado e mudará a bandeira BIG para Walmart

  • Jéssica Sant’Ana
Unidade do Walmart na Grande São Paulo, a primeira do país a passar pela reforma | Divulgação/Walmart
Unidade do Walmart na Grande São Paulo, a primeira do país a passar pela reforma Divulgação/Walmart
 
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Depois de fechar 20 lojas no Paraná entre o fim de 2015 e o início deste ano, o grupo Walmart – dono das bandeiras BIG e Mercadorama – vai investir cerca de R$ 100 milhões nos próximos três anos para reformar todos os hipermercados que possui no estado. A companhia também vai aposentar a marca BIG e passará a chamar as unidades existentes de Walmart. As estratégias buscam simplificar as operações do grupo, conhecido por ter operações inchadas e, em alguns casos, ineficientes.

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Serão 13 hipermercados no Paraná que passarão por reformas nos próximos três anos, sendo nove BIG e quatro Walmart. Os BIGs passarão a se chamar Walmart assim que as obras forem concluídas. Durante as reformas, as lojas vão continuar funcionando normalmente.

O BIG Santa Felicidade, em Curitiba, foi a primeira unidade do estado a passar pela remodelagem. A nova loja será reinaugurada nas próximas semanas, com o logo do Walmart, e passará a ter corredores mais amplos, melhorias na iluminação, gondolas mais baixas, maior variedade de produtos e aumento do número de acessos ao mercado.

A intenção das reformas é melhorar a experiência de compra do cliente e garantir maior rentabilidade ao grupo. “O objetivo é operar por menos e entregar o melhor ao cliente. Queremos ser simples, escaláveis, sustentáveis e rentáveis”, afirma Flavio Contini, presidente nacional do grupo Walmart. Ele também explica que o hipermercado é a maior vocação da rede em todo o mundo, por isso a opção por focar a reestruturação no segmento.

Reestruturação nacional

As mudanças no Paraná fazem parte de um anúncio nacional do grupo de reestruturação das suas operações. Serão investidos R$ 1 bilhão ao longo dos próximos três anos para reformar todos os hipermercados do grupo no país e unificar as bandeiras BIG e Hiper Bompreço em Walmart.

O processo começou há três anos, durante a gestão de Guilherme Loureiro, com a integração dos sistemas operacionais das nove bandeiras do grupo. Ao longo dos 21 anos de presença no mercado brasileiro, a companhia norte-americana fez a aquisição de empresas locais, como a Sonae e o Bompreço, mas não havia concluído a integração dos sistemas. O procedimento foi encerrado em julho deste ano, o que permitiu à rede dar início ao plano de remodelagem das lojas.

Após as reformas, a rede espera ganhar rentabilidade e passar a crescer de forma sustentável com operações mais simples. “Nossa maior preocupação é equacionar as operações”, diz Contini. Apesar de ser a terceira maior rede do segmento em operação no país, o Walmart vem perdendo participação de mercado e ficando mais distante dos líderes Grupo Pão de Açúcar e Carrefour.

Lojas menores devem receber melhorias pontuais

O foco do plano de reestruturação do Walmart no Brasil está nos hipermercados, considerado o carro-chefe do grupo. Mas a companhia ainda possui um amplo leque de estabelecimentos considerados menores.

São três bandeiras de supermercado (Bompreço, Nacional e Mercadorama), um atacado (Maxxi), um clube de compras (Sam’s) e uma loja de vizinhança (TodoDia). Esses estabelecimentos devem receber apenas melhorias pontuais e não foram contemplados no plano de remodelagem previsto para os hipermercados.

Fechamentos

Os segmentos menores foram justamente os mais atingidos pelo fechamento de unidades no fim de 2015. No Paraná, onde foram fechadas 20 lojas no total, pelo menos sete Mercadorama, dois TodoDia e um Maxxi Atacado encerraram as suas atividades até o início deste ano. No Brasil, o grupo confirma que fechou 60 unidades.

O presidente nacional do grupo Walmart, Flavio Contini, afirma que as unidades que foram fechadas eram deficitárias há anos e que a medida foi necessária para garantir a sustentabilidade do grupo. “Quando você deixa uma loja deficitária impactando a loja boa, você está prejudicando toda a rede”, explica o executivo, que também não descarta novos fechamentos, caso alguma unidade se mostre deficitária.

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