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O Brasil tem cerca de 60 milhões de pessoas endividadas, um rombo de R$ 255 bilhões, de acordo com dados da Serasa Experian de janeiro deste ano. Para reverter esse quadro, além das óbvias mudanças estruturais na economia, pesquisadores apostam na educação como forma de incutir, já na educação básica, elementos básicos de finanças para que as próximas gerações consigam manter suas contas longe do vermelho.

Um projeto-piloto realizado com 18 mil alunos de 112 escolas nas cidades de Joinville (SC) e Manaus (AM) em 2015 teve resultados pequenos, mas promissores. Os estudantes foram divididos em dois grupos, sendo que um deles teve aulas sobre Educação Financeira durante seis meses. Após esse período, todos os alunos foram submetidos a uma prova da matéria similar à do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

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Os que frequentaram as aulas obtiveram nota 515, ou outros, 508 – pelo método, as notas poderiam ser de 370 a 793. Além do acréscimo de desempenho, ainda que pequeno, os alunos melhoraram no comportamento em relação ao dinheiro e cresceram em conhecimento técnico. A iniciativa foi realizada pela Associação de Educação Financeira do Brasil (AEFBrasil) em parceria com o Banco Mundial.

Os mais beneficiados pelo programa foram os estudantes de sétimo e nono anos. De acordo com os organizadores do projeto, os alunos puderam compreender os riscos de práticas que contribuem para o processo de endividamento, como fazer empréstimos sem necessidade ou parcelar com cartão de crédito compras de baixo valor.

“O tema do endividamento está em discussão em todo o mundo, como uma preocupação com o futuro, com o desperdício de recursos”, explica Vera Cabral é economista, consultora em educação e curadora da Bett Brasil Educar, evento de educação em que a pesquisa foi apresentada. “Apesar de parecerem pequenos, os resultados são positivos, tendo em conta principalmente o pouco tempo das aulas; com mais tempo acredito que as consequências serão bastante significativas”, finalizou.

Professores no azul

Os educadores envolvidos na pesquisa também saíram beneficiados. Em uma avaliação específica para eles, 40% afirmaram terem “melhorado muito” quanto a aspectos financeiros e outros 50% indicam ter “melhorado em alguns aspectos”.

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