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Brasileiros são líderes em Olimpíada de Física

Professores comemoram o fato de os alunos estarem motivados e estudando “por livre e espontânea vontade”

  • Ricardo Prado, especial para a Gazeta do Povo
Os integrantes da equipe passaram todo o tempo de preparação juntos, o que contribuiu para o entrosamento do time desde o começo da competição no Paraguai | Cortesia/Julio C. Klafke.
Os integrantes da equipe passaram todo o tempo de preparação juntos, o que contribuiu para o entrosamento do time desde o começo da competição no Paraguai Cortesia/Julio C. Klafke.
 
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Um boa notícia para a educação brasileira. Estudantes brasileiros conquistaram, este ano,  o 1º lugar no quadro geral de medalhas na história da Olimpíada Latino-americana de Astronomia e Astronáutica, com um total de 30 medalhas de ouro, 16 de prata e quatro de bronze nas dez edições já realizadas.

Na edição de 2018, a equipe brasileira conquistou quatro medalhas de ouro e uma de prata, na última edição da competição, realizada entre os dias 10 e 20 de outubro, em Ayolas, no Paraguai. 

O time brasileiro foi formado pelos estudantes cearenses Caio Nascimento Baureira e Vinícius Rodrigues de Freitas, a catarinense Katarine Emanuela Klitzke, o paulista Luã de Souza Santos – todos eles ganharam medalha de ouro – e o capixaba Gabriel Gandra Prata Gonçalves, que ficou com a prata. 

A equipe foi orientada pelos professores João Canalle, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e Júlio Klake, da Universidade Paulista (UNIP). 

“São alunos muito especiais. O processo atual de seleção dos estudantes é bem elaborado e isso garante um bom nível, independentemente de qual lugar do Brasil eles venham. Por um lado, isso facilita nosso trabalho nos treinamentos e, por outro, é um desafio para criar situações que os estimulem cada vez mais a se aprofundarem nos temas que giram em torno da Astronomia”, elogia o professor Júlio Klakfe. 

Os integrantes da equipe passaram todo o tempo de preparação juntos, o que contribuiu para o entrosamento do time desde o começo da competição no Paraguai. 

“Ficamos muito próximos e isso foi uma coisa boa, pelo nervosismo, pelo fato de nós sermos da única equipe que não falava espanhol. Éramos uma equipe muito unida”, conta Katarine.

“Acho que é isso que faz termos tantos bons resultados em eventos como esse: todo mundo estuda próximo e se ajuda, ninguém se vê como concorrente. É um grande diferencial e ajudou a fazer com que a equipe brasileira tivesse tantos bons resultados”, completa a jovem. 

Já para os professores, o importante mesmo é o legado. “A Olimpíada serve como um estímulo e um motivo a mais para que nossos jovens se dediquem cada vez mais ao estudo de ciências e tecnologia, que é crucial para o desenvolvimento do país”, avalia Júlio Klafke. 

“Com esse processo todo, o que vemos são alunos estudando mais, que é o que nós, como organizadores de olimpíadas e educadores, mais queremos: alunos estudando por livre e espontânea vontade e não por pressão”, conclui João Canalle.

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