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Alunos de uma escola mineira tiveram uma drag queen como atração principal da celebração do Dia das Crianças. O episódio aconteceu no colégio João XXIII, mantido pela UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). 

Vestido com uma peruca loira, saia rosa e mini-blusa colorida, o personagem Femmenino conversou com alunos e fez brincadeiras na aula da terça-feira. Mas foi além disso e tentou dar uma “aula” sobre ideologia de gênero.  

“Vocês vão ficar aí pensando sobre essas diferenças de menino e menina. Isso não existe!”, ensinou. Um garoto acrescenta que isso é “preconceito”. A drag queen olha para a câmera e conclui: “Viu? Toma, família brasileira” .

Confundida por alguns alunos com o cantor Pabllo Vittar, a drag queen também cantou trechos de uma música dele (“K.O”) com as crianças. 

Depois de perguntar a uma garota o que ela queria ganhar uma boneca de Dia das Crianças, Femmenino responde: “Mas uma boneca igual eu, assim?”. Depois, ela pergunta a outro grupo: “Quem quer me ganhar de dia das crianças?”. O João XXIII tem cerca de 1.300 alunos, e é considerada a melhor escola pública da cidade. As vagas são distribuídas em sorteio. 

A garotada vai à loucura com o "Na Hora do Lanche - Dia das Crianças" no Colégio João XXIII. Foi K.O. com Femmenino! :D

Publicado por UFJF - Universidade Federal de Juiz de Fora em Quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Gazeta do Povo entrou em contato com a assessoria de imprensa da Universidade Federal de Juiz de Fora e aguarda esclarecimentos sobre o caso.

Atualização: Na segunda-feira (16), a UFJF informou que a atividade foi organizada pela Diretoria de Imagem Institucional e é desenvolvido a cada mês. “Da mesma forma que fizemos em agosto, quando trabalhamos o dia dos pais, decidimos tratar do dia das crianças no colégio que pertence à UFJF”, disse a insituição, que alegou ainda que  “não foi colocada nenhuma criança para debate” e que “todos os pais assinam direito de uso de imagem na matrícula dos filhos, para uso de atividades acadêmicas ou de divulgação institucional, como foi o caso”.

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