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A imagem mostra provas impressas do Enem de 2018.
Foto: Maicon J. Gomes | Arquivo Gazeta do Povo.| Foto:

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá provas em meio digital a partir de 2020. Em 2026, a avaliação será feita apenas online, também a redação. A prova também respeitará os cinco itinerários formativos previstos na reforma do ensino médio. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (3) pelo Ministério da Educação (MEC) e pelo Inep, órgão responsável pela avaliação.

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O projeto piloto que será realizado em 2020 não vai excluir a realização das provas em papel (nos dias 1º e 8 de novembro). Em 2021, serão realizadas 2 aplicações digitais opcionais. O Enem será realizado nos dois modos, em papel e digital, até 2025.

A estimativa de custo para o Enem Digital, em 2020, é de R$ 20 milhões. A prova impressa custa quase R$ 500 milhões.

Segundo o presidente do Inep, Alexandre Lopes, a previsão inicial para 2020 é que 50 mil provas digitais sejam aplicadas em dois domingos, nos dias 11 e 18 de outubro, em 15 capitais. Caso ocorram problemas logísticos na aplicação da prova digital, o participante poderá fazer a reaplicação.

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Como será o Enem de 2026: os 5 itinerários

As provas digitais serão realizadas, a princípio, nas instituições públicas que tenham computadores disponíveis. "Não vamos comprar computadores", disse o presidente do Inep.

Uma empresa privada se responsabilizará pela aplicação e segurança do exame. O aluno poderá escolher um dos cinco itinerários formativos previstos no novo ensino médio e receber sua prova no formato pdf em seguida.

"A pessoa poderá receber a prova corrigida pelo celular", afirmou o ministro da Educação, Abraham Weintraub.

A partir de 2021, a reforma do ensino médio prevê que, no segundo semestre do 2º ano, o aluno possa escolher uma área do conhecimento para se aprofundar, entre cinco opções (chamadas de "itinerários formativos"): linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e cursos profissionais. É a chamada ‘flexibilização do ensino médio’: ao invés das atuais 13 disciplinas ensinadas a todos os alunos nos 1º, 2º e 3º anos, os alunos poderão se dedicar mais a umas em detrimento de outras.

O Enem depois de 2021, de acordo com o MEC e o Inep, será preparado de acordo com essa nova realidade.

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