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Família Kuguimiya: atenção de professores e funcionários foi importante para a adaptação de Gabriela ao novo ambiente escolar | Walter Altes / Gazeta do Povo
Família Kuguimiya: atenção de professores e funcionários foi importante para a adaptação de Gabriela ao novo ambiente escolar| Foto: Walter Altes / Gazeta do Povo

Fique atento

Observar é a chave para perceber se existe algo de errado com a criança e decidir se é o momento de mudar. Desconfie de que algo não está certo quando:

• Ela ficar triste ou zangada sem motivo aparente;

• Não tiver ânimo para ir às aulas com frequência;

• Não conseguir realizar as tarefas escolares;

• Apresentar algum distúrbio do sono;

• Reclamar com frequência dos colegas de turma;

• O rendimento escolar estiver muito abaixo do seu potencial.

Fontes: Ana Lorena Bruel, pedagoga; e Sabrina Gelhorn, do Centro Psicopedagógico Parceria.

Não se troca de escola como se troca de meia. Isso é unânime entre os pais. A dúvida que pode tirar o sono de muitos é qual a hora certa de mudar de instituição. "O ideal seria que a criança passasse toda a vida escolar em um só lugar", defende a pedagoga Ana Lorena de Oliveira Bruel, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). "Porém, quando as expectativas não forem atendidas, deve-se cogitar a possibilidade de mudança."

Os motivos podem ser vários: a filosofia da escola não condizer com os valores da família, a criança não se adaptar a uma característica da instituição de ensino – como o método pedagógico –, haver caso de bullying, não ser ofertado o próximo perío­do escolar necessário ou até os pais precisarem mudar de cidade. E foi exatamente isso que levou a família da estudante do 8.º ano Gabriela Nogueira Kuguimiya, 13 anos, a escolher uma nova escola.

"Precisamos ser transferidos para Curitiba por causa do nosso trabalho e não tivemos outra opção", relatam os pais, a dentista Rosiane Nogueira Kuguimiya e o administrador Victor Amaral Kuguimiya. A mãe conta que teve várias preocupações com relação à adaptação da filha, que estava acostumada com os colegas antigos e com um método pedagógico bem diferente. De acordo com Rosiane, a atenção que a nova escola dedicou à família foi essencial para garantir uma transição tranquila.

Na opinião dos especialistas, o melhor período para fazer a troca de escolas é o fim do ano letivo. Dessa forma, os pais terão tempo para procurar uma instituição mais adequada e a transição tenderá a ser menos turbulenta, pois o fim das relações afetivas com colegas e professores não será brusco e não haverá prejuízo com relação ao conteúdo transmitido em sala de aula.

Processo

Antes de partir para troca de escola porque o filho tem apresentado problemas de aprendizado ou comportamento, é importante que os pais conversem com a criança, recomenda a pedagoga Ana Lorena. Depois de saber da dificuldade, os responsáveis devem dialogar com a escola para tentar aventar soluções.

"Essa atitude resolve quase todos os problemas, mas, dependendo do caso, pode-se inclusive consultar algum psicopedagogo, para determinar a causa do problema, ou contratar um professor particular, quando descoberta alguma dificuldade de aprendizado", explica a psicopedagoga Sabrina Gelhorn, do Centro Psicopedagógico Parceria.

Os pais também devem ficar atentos para saber distinguir com clareza pequenas dificuldades cotidianas de problemas que mereçam maior atenção e, talvez, uma mudança de escola. Do contrário, a criança pode aprender que, frente aos obstáculos, o melhor é sempre fugir. "Os pais são as melhores pessoas para perceber quando se trata de manha ou de algo mais sério", diz Sabrina.

Em casos de bullying, quando a situação se torna insustentável, o mais indicado ainda é a troca de escola. Uma vez que a criança rotulada precisa mudar de ambiente e de companhia para se perceber de outra maneira e superar a situação.

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