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Estudante cria aplicativo para inclusão nas escolas e recebe prêmio

Criado para trabalho no curso de Psicologia, o app TchêInclui venceu evento de inovação cujo prêmio é sair do papel

  • Agência RBS
 | Reprodução /Facebook
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De um trabalho em sala de aula na graduação da PUCRS saiu a ideia de um aplicativo – agora oficialmente em desenvolvimento – que promete construir pontes entre alunos, professores, escolas e psicólogos especialistas em Educação de Porto Alegre.

A origem do app TchêInclui, concebido pelo formando em Psicologia Robson Souza, é a disciplina Psicologia Escolar, ministrada pelo professor Alexandre Guilherme. A aula é realizada em um modelo importado por Alex de uma experiência na Grã-Bretanha, em que o conteúdo é assimilado a partir da apresentação de um problema. Os estudantes são avaliados conforme as soluções propostas.

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“A ideia é estimular os estudantes a imergir no tema em questão e apresentar soluções ‘fora da caixinha’. No caso dessa disciplina, a questão era o psicólogo no ambiente escolar e no que ele poderia contribuir para questões de inclusão nas escolas”, declara Alexandre.

O termo inclusão, aqui, compreende desde acessibilidade física até questões como cultura da paz, acolhimento de minorias e aspectos socioeconômicos. Ao mergulhar no assunto, Robson percebeu que as principais reclamações de parte a parte nos colégios giravam em torno da falta de interação.

“As escolas reclamam de falta de engajamento das famílias, que ‘terceirizam’ a educação dos filhos e só procuram a instituição em situações de conflito. Os professores, sobrecarregados, reclamam de falta de amparo para resolver problemas pedagógicos. E os alunos, por sua vez, de falta de voz ativa nas decisões da escola. Daí surgiu a ideia de criar um aplicativo que fosse um canal para aproximar essas partes todas”, declara Robson.

Apontar o que pode melhorar

No app, aberto a estudantes, professores e pais, os usuários respondem a um questionário dando notas de 1 a 5 sobre o grau de inclusão de cada escola em sete quesitos: localização, acessibilidade no entorno, acessibilidade na instituição, projetos inclusivos, grau de segurança, preparo das equipes técnica e pedagógica, promoção socioeconômica e relação custo-benefício.

A proposta, segundo Robson, não é estimular qualquer tipo de competição entre os colégios, mas sim ajudá-las no diagnóstico de aspectos que podem ser melhorados. Nesse ponto, entra o grande diferencial do aplicativo. Por meio dele, as escolas interessadas em solucionar problemas poderão solicitar consultoria. O serviço deverá ser oferecido gratuitamente à rede pública.

“Isso também vai ao encontro do objetivo das aulas, que é não se limitar aos conteúdos apresentados pelo professor aos alunos, mas criar pontes de desenvolvimento entre os estudantes e a comunidade”, explica o professor.

Incubação de três meses no Tecnopuc

O protótipo do TchêInclui, até agora, está disponível em uma plataforma teste online (no endereço app.vc/tcheinclui). Mas, no início do mês, o aplicativo de Robson venceu o Ideias do Bem, evento que reuniu alunos da Escola de Ciências da Saúde da PUCRS para desenvolver soluções criativas e inovadoras na área. O prêmio, na prática, é ajuda para sair do papel. O TchêInclui será incubado por três meses no Tecnopuc, onde receberá mentoria e apoio de desenvolvedores para ganhar as telas de celulares e escolas.

Meta de 3 mil usuários ativos

Agora parte de um grupo de pesquisa da PUCRS, o TchêInclui estabeleceu meta para 2019 de chegar a 3 mil usuários ativos em Porto Alegre e estar presente em 10 colégios da rede privada e 39 da rede pública. Cada qual com suas particularidades, conforme Robson observa:

“O tipo de violência na escola pública, por exemplo, é mais explícito. O protesto, ali, aparece na pichação de paredes, no xingamento dos alunos. Na particular, há um tipo de violência mais velado. Casos de exclusão do aluno diferente, por exemplo. Há também mais casos de pressão dos pais sobre os alunos e os professores. Mas, em ambas, o núcleo do problema é o mesmo: é a escola incluir ou excluir. Embora os remédios sejam diferentes, as dores são parecidas”.

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