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Faculdades privadas têm um crescimento explosivo no Brasil, diz a 'The Economist'

A publicação lembra que o crescimento de indústrias como a do petróleo, no Brasil, necessita trabalhadores qualificados, o que significa que a demanda para o ensino superior vai continuar a aumentar

Na semana em que um relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostrou que o Brasil ainda não conseguiu que muitos jovens cheguem às universidades e concluam o ensino superior, uma reportagem da revista "The Economist" fala do crescimento explosivo das faculdades privadas no país. Citando dados de 2010, a publicação apontou que, das 2,4 mil instituições de ensino superior, apenas um décimo são públicas.

"Nenhuma das instituições com fins lucrativos tem o prestígio ou recursos das melhores universidades públicas, como a Universidade de São Paulo (USP), única estrela da América Latina em rankings internacionais. Algumas são pouco mais do que fábricas de diploma de qualidade duvidosa", diz parte do texto.

A publicação lembra que o crescimento de indústrias como a do petróleo, no Brasil, necessita trabalhadores qualificados, o que significa que a demanda para o ensino superior vai continuar a aumentar. "Como o setor público não terá o dinheiro para expandir a oferta, isso terá de vir de instituições privadas", conclui a revista, citando o especialista Carlos Parizotto, da Cypress consultoria.

A "The Economist" discute ainda as políticas do governo brasileiro para a inclusão da população mais pobre no ensino superior, como o ProUni e as cotas, já que, de acordo com a publicação, "alunos em universidades públicas do Brasil ainda são mais brancos e mais ricos do que a média, e é muito provável que tenham estudado em escolas privadas".

A especialista em educação da OCDE diz na reportagem que as "cotas tendem a beneficiar os mais sortudos e mais bem preparados do grupo beneficiado, e não os mais desfavorecidos". Segundo ela, "estender a política de ação afirmativa a todas as 59 universidades federais, reservando metade das vagas, significa admitir muito mais alunos mal preparados, que poderão ter dificuldades.".

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