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Rosiane arrumou um jeito de ajudar o filho Leandro a estudar a tabuada: grudou os números na parede do quarto | Marcelo Elias/Gazeta do Povo
Rosiane arrumou um jeito de ajudar o filho Leandro a estudar a tabuada: grudou os números na parede do quarto| Foto: Marcelo Elias/Gazeta do Povo

Tabuada

Mesmo com o novo conceito, a tabuada ainda precisa ser memorizada. Confira algumas dicas para tornar essa tarefa menos complicada:

- Aproveite atividades diárias, como ir ao mercado, para praticar. Peça para a criança calcular o valor de três ou quatro produtos, por exemplo.

- Faça cartazes com as tabuadas e grude pelas paredes do quarto.

- Existem muitos joguinhos, inclusive no computador, que ajudam a memorização.

- Na ida para um passeio, treine com seu filho. Como será antes dele fazer algo prazeroso, fica mais fácil para aceitar.

A dona de casa Rosiane de Lima é daquelas mães que acompanham de perto a vida escolar do filho, principalmente nas tarefas de casa. Mas, na hora da lição de matemática do Leandro Antônio, 9 anos, confessa que se sente perdida. ?O que ele aprende é muito diferente da forma como eu aprendi a fazer contas. Quando preciso ajudar fico em dúvida. Tenho medo de confundi-lo.? O dilema que ela enfrenta é bastante comum. Nos últimos dez anos o perfil do ensino da Matemática mudou e para quem foi aluno nas décadas de 70 e 80 nem sempre é fácil entender o novo método.

Professora matemática - divisão

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A professora do Colégio Decisivo Danyelle Maria Costa explica que hoje os professores não ensinam mais de forma estática, com um só raciocínio. ?A ideia é chegar ao resultado final, não importa o caminho que se fez. Outra mudança importante está ligada ao estímulo para pensar e ler mais quando se estuda Matemática . O professor da Escola Atuação Rafael Cortiano diz que ela não pode ser mais vista como algo iso­lado, fora do contexto de outras disciplinas. ?O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) hoje cobra a Ma­­te­mática assim, não mais como uma forma automática de fazer contas.?

Por isso os exercícios não são apenas mecânicos, como aquelas longas listas de continhas que as crianças costumavam levar para casa, mas aparecem na forma de problemas. ?Na hora de fazê-los ele não precisa resolver a questão exatamente como o professor ensinou em sala. A criança pode pensar, ter vários raciocínios e chegar ao resultado de formas diferentes?, diz a professora.

Seguindo esta lógica, ela aconselha que os pais não fiquem com medo de ensinar, pois não deixa de ser uma espécie de treino para que o filho consiga chegar ao resultado de outra forma. Porém nem sempre a tentativa dá certo. ?Às vezes a família quer ajudar a criança de um jeito e ela não aceita. Se isso acontecer o melhor é parar, avisar o professor e deixar que ele explique novamente?, indica Danyelle.

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