
No mês do aniversário de Curitiba, nada mais apropriado do que lembrar de palavras e expressões que fazem parte da história e do dia-a-dia do curitibano. Apesar de a maioria delas não ter surgido na cidade, elas foram ressignificadas, assumindo novos sentidos que hoje soam como regionalismos para quem não é daqui.
AlimentadorÔnibus que leva pessoas de bairros ou da periferia até os terminais de ônibus expresso. Outras palavras também são particulares do sistema de transporte coletivo da capital, como a classificação das linhas em biarticulados, ligeirinhos e interbairros, e expressões como estação-tubo (ou simplesmente tubo), e canaleta, pista destinada ao tráfego exclusivo de veículos do transporte público.
Caras-duras
Muito antes dos biarticulados, os caras-duras é que faziam o transporte coletivo na cidade. Eram uma espécie de bondes abertos primeiramente puxados por burros e, mais tarde, movidos a eletricidade. Cuque
Bolo de origem alemã feito com ovos, fermento, farinha de trigo e coberto com farofa de açúcar. Vem da palavra alemã kuchen. Em São Paulo, Rio de Janeiro ou Santa Catarina, usa-se a expressão cuca para nominar o mesmo prato.Chuncho
Expressão popular para negócio escuso, manobra desonesta ou ilícita. É o mesmo que trambique.
Fidusca
Interjeição usada como uma pequena praga ou xingamento para dar azar em jogos. Os participantes pronunciavam a palavra três vezes para que o oponente perdesse a calma e falhasse na jogada.
Fuba
Pronuncia-se "fúba". É um adjetivo para um produto vencido, murcho, inapropriado para consumo. Refere-se a hortaliças e verduras. Algo "virou fuba" quer dizer que algo estragou.
Boca maldita
Ponto central da área de Curitiba, situado na Avenida Luiz Xavier, na Praça Osório. O nome é uma referência a um grupo de 21 pessoas, que em 1956 ali se uniram formando uma associação para discutir sobre assuntos diversos. Tinham fama de serem irreverentes e maldizentes.







