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O curso tecnólogo de fotografia da UP foi criado com base em método canadense usado pela instituição para avaliar o lançamento e o conteúdo de novos cursos alinhados com as necessidades do mercado | Marcelo Andrade / Gazeta do Povo
O curso tecnólogo de fotografia da UP foi criado com base em método canadense usado pela instituição para avaliar o lançamento e o conteúdo de novos cursos alinhados com as necessidades do mercado| Foto: Marcelo Andrade / Gazeta do Povo

Método canadense alinha anseios

O curso tecnólogo de fotografia da Universidade Positivo foi criado com base no método canadense Dacum (Developing a Curriculum, ou Desenvolvendo um Currículo), usado pela instituição para avaliar o lançamento e o conteúdo de novos cursos alinhados com as necessidades do mercado. "Ele mapeia o que as empresas precisam de um profissional formado", explica Ronaldo Casagrande, diretor-geral do Centro Tecnológico da UP. No caso do curso de fotografia, foram consultados profissionais que atuam em vários ramos da área. A partir desse processo, foram mapeadas as competências técnicas e comportamentais desejadas em um fotógrafo.

Em análise

O reconhecimento dos cursos superiores segue critérios do Ministério da Educação (MEC). Confira como é o processo:

Reconhecimento

Quando a primeira turma do novo curso completa entre 50% e 75% do currículo, a instituição deve solicitar o reconhecimento ao MEC. Caso uma segunda avaliação conclua que o projeto tem sido cumprido, os diplomas emitidos têm validade.

Renovação de reconhecimento

A cada três anos, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes) refaz a avaliação dos cursos. Os cursos com conceito 1 ou 2 são avaliados de forma mais rigorosa. Se a classificação insuficiente for mantida, o curso pode passar a ser supervisionado e até fechado.

A conexão com o mercado de trabalho e o compromisso com o desenvolvimento da comunidade em que a universidade está inserida são pré-requisitos para que um novo curso de graduação ou uma pós-graduação diferente sejam lançados. O método de escolha e a estruturação do projeto ficam por conta da instituição.

Na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), por exemplo, qualquer nova formação deve ter conexão com a missão filantrópica da instituição para que seja aprovada pelo conselho interno. Além disso, o pró-reitor acadêmico, Eduardo Damião da Silva, explica que o curso precisa ter alto desempenho de mercado e ser relevante para a sociedade.

Enquanto as instituições privadas têm autonomia para escolher o que será ofertado conforme seus recursos, as públicas precisam de aprovação externa do governo, que é quem as mantém. O aval é dispensado quando não envolve novos gastos. Para o reconhecimento do novo curso, no entanto, qualquer unidade de ensino superior depende do parecer do Ministério da Educação (MEC) ou de um órgão regulador. No Paraná, as universidades estaduais são assistidas pelo Conselho Estadual de Educação. "Uma comissão de peritos avalia a questão pedagógica do curso, as instalações físicas, materiais e titulação dos professores. As regras que aplicamos obedecem às do MEC", afirma Mário Cândido de Athayde Júnior, coordenador de Ensino Superior da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná.

Pós-graduação

No caso de novos cursos de pós-graduação, o conselho universitário de cada instituição tem autonomia para criá-los. A proposta é encaminhada à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), responsável por avaliar o projeto, o corpo docente e as publicações antes de recomendá-la. Depois desse processo, a formação pode ser oferecida como mestrado e doutorado, de acordo com a produção científica dos professores, a capacidade de orientação e a infraestrutura existente.

Segundo Mauro Antônio da Silva Sá Ravagnani, pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), a avaliação e a pontuação dos cursos aumentam à medida que novos profissionais se formam e mais artigos e pesquisas são publicados. "Geralmente, para funcionar o curso tem de ter conceito 3, em escala de 1 a 5. Após o conceito 4, se tem direto a lançar o doutorado. Depois de criado, ao alcançar nota 5 se tem conceito de excelência e ainda há as notas 6 e 7 que têm abrangência internacional", conta.

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