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O aluno Vitor Couto Moreira, da Escola Anjo da Guarda, se diverte com o carrinho usado pela professora Silvia nas suas aulas | Daniel Castellano/Gazeta do Povo
O aluno Vitor Couto Moreira, da Escola Anjo da Guarda, se diverte com o carrinho usado pela professora Silvia nas suas aulas| Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

Ciência básica para o desenvolvimento da Biologia, Astronomia, Geologia e Química, a Física, só de ser pronunciada, pode fazer alguns alunos torcerem o nariz. Mas não nas aulas da professora Silvia Schmitz, formada em Física pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Silvia já foi professora da disciplina no Ensino Médio e agora ensina Física para crianças do 1.º ao 9.º ano, sempre munida das "invenções" mais curiosas.

"Escolhi trabalhar com as crianças pela curiosidade e pela possibilidade de deslumbramento que elas têm com essa ciência que, em geral, é tida como difícil. Me agradam o tipo de resposta e as relações que uma criança estabelece com as situações do dia a dia. É um desafio propor, com experimentos, linhas de raciocínio que expliquem corretamente esses fenômenos", conta Silvia.

O estudo da Física ajuda a desenvolver o raciocínio lógico, a abstração, o estabelecimento de relações, a criatividade e outras habilidades cognitivas. A professora conta que, para uma aprendizagem significativa do conteúdo, é essencial criar situações que façam surgir no aluno suas concepções espontâneas, encorajá-lo a descrevê-las, ajudá-lo a enunciar de modo claro e conciso suas ideias e estimular o debate no grupo sobre os prós e contras de diferentes interpretações de cada fenômeno.

"Na escola Anjo da Guarda o ensino da Física a partir do 1.° ano tem o objetivo de transformar o aluno em um pequeno cientista, isto é, em um agente da investigação", diz a educadora. Para isso, ela conta que aproveita a curiosidade natural da criança, levando o aluno a uma Física conceitual e prática, associada diretamente a situações do seu cotidiano. "Há a preocupação de trabalhar dentro de um rigor científico, com fundamentação teórica coerente e correta e linguagem adequada à faixa etária em questão", explica.

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