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 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo
| Foto: Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

Assim como outras datas que comemoram profissões, o Dia do Professor é inspirado em uma legislação fundamental para a categoria e na homenagem a um santo padroeiro. Em 15 de outubro de 1827, o imperador dom Pedro I assinou o decreto que regulamentou o ensino fundamental no Brasil, à época chamado de “Escolas de Primeiras Letras”. Isso não significa que antes disso não houvesse iniciativas educacionais – os jesuítas haviam trazido seu sistema de ensino ao Brasil junto com os colonizadores, e o ensino público oficial no Brasil data de 1772. O decreto de dom Pedro I, no entanto, foi a primeira lei do Brasil independente destinada a criar um sistema educacional organizado para as crianças. O decreto tinha conteúdo bastante abrangente, com critérios de admissão dos professores, a ordem para que “todas as cidades, vilas e lugarejos tivessem suas escolas de primeiras letras” e uma estrutura curricular unificada. Os meninos aprenderiam a ler e escrever, além das quatro operações aritméticas básicas e noções de geometria. Para as meninas, a geometria era substituída pelas “prendas”, ou tarefas domésticas, como costurar e cozinhar.

Dom Pedro I não escolheu a data ao acaso para assinar este decreto: 15 de outubro é o dia da festa litúrgica de Santa Teresa de Ávila, ou Santa Teresa de Jesus. A carmelita espanhola viveu no século 16, foi canonizada em 1622 e é padroeira dos professores – título que ela divide com outros santos, como João Batista de La Salle e o papa Gregório Magno.

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Mas a comemoração do Dia do Professor é bem mais recente: em 1947, os professores de um colégio na cidade de São Paulo resolveram organizar um dia de confraternização que tinha o efeito adicional de representar um bem-vindo descanso em um semestre letivo que durava de 1.º de junho a 15 de dezembro, com raríssimas pausas. Um dos docentes, Samuel Becker, disse que em sua cidade natal, Piracicaba, esse tipo de festa costumava ocorrer em 15 de outubro, e os paulistanos seguiram o exemplo. A comemoração se espalhou por outras escolas da capital paulista e, dali, alcançou outros estados.

Em 1963, o presidente João Goulart assinou o decreto que consagrou o 15 de outubro como Dia do Professor. Segundo o decreto, a data passava a ser considerada “feriado escolar”, no qual “os estabelecimentos de ensino farão promover solenidades, em que se enalteça a função do mestre na sociedade moderna, fazendo delas participar os alunos e as famílias”.

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