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"Praça de guerra": exibição de filme sobre Olavo de Carvalho tem confronto entre militantes

“Virou uma briga de gangue, violência pesada”, afirmou o diretor de O Jardim das Aflições

  • Recife
  • Fernando de Castro, especial para a Gazeta do Povo
Seguranças da universidade apareceram apenas ao final da confusão. | Reprodução/Facebook.
Seguranças da universidade apareceram apenas ao final da confusão. Reprodução/Facebook.
 
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A exibição do filme sobre o filósofo Olavo de Carvalho na Universidade Federal de Pernambuco, nesta sexta, terminou em confronto. De uma lado, militantes do Partido da Causa Operária (PCO) e da União da Juventude Socialista (USJ). Do outro, ativistas pró-Jair Bolsonaro. 

Durante a exibição de O Jardim das Aflições para uma plateia de 200 pessoas no auditório do CFCH (Centro de Filosofia e Ciências Humanas) da universidade, grupos de esquerda organizaram uma atividade paralela na parte externa do auditório. O objetivo era fazer um contraponto às ideias de Olavo de Carvalho.

Ao final da exibição do filme, sob gritos de "direita, recua", cerca de 60 militantes de esquerda ocuparam o corredor que dá acesso ao auditório.


Nessa transmissão fica claro tudo que aconteceu.

Publicado por Josias Teófilo em Sexta, 27 de outubro de 2017

O grupo de esquerda tentou se aproximar do local da exibição do filme, mas foi impedido por militantes do pré-candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro.

Houve troca de socos e pontapés e algumas pessoas deixaram o local feridas. Os seguranças da universidade apareceram apenas ao final da confusão. Devido aos confrontos, o CFCH suspendeu o restante das atividades do dia.

“Os militantes esquerdistas literalmente nos cercaram. Um grupo do nosso lado fez um cordão humano no fim do corredor que dava para o auditório. Eles avançavam gritando. Tentei mediar o conflito, mas não foi possível. Os dois grupos se espancaram no corredor. Virou uma briga de gangue, violência pesada”, escreveu no Facebook o diretor do filme, Josias Teófilo. Ele também afirmou que o CFCH se tornou uma “praça de guerra”.  

“Não podemos exibir um filme sobre filosofia em uma universidade sem, literalmente, derramemento de sangue. É um absurdo sem tamanho”, disse Teófilo.

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