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Prepare-se para o desastre

Altamentemente recomendável: antes das provas, faça seu check-list sobre catástrofes

Atento vestiba, uma catástrofe pode estar próxima. Mas não há motivo para desespero, e sim para informação. A onda de desastres naturais que apavorou o planeta, a partir de dezembro de 2004, quando houve o tsunâmi na Ásia, pode chegar às provas com a força de um furacão. É bom lembrar que as calamidades de grandes proporções que castigaram o globo não só seqüestraram a atenção da mídia como também mobilizaram debates acalorados sobre o futuro do planeta. As catástrofes, claro, são um tema quentíssimo para o vestibular.

A reportagem do Caderno do Estudante procurou um especialista capaz de destacar que grandes questões se escondem por trás dos cataclismos. A tarefa coube ao geólogo Renato Eugênio Lima, coordenador do Centro de Desastres da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professor de Geologia Ambiental e membro de uma das equipes internacionais de avaliação de desastres da Organização das Nações Unidas – ONU.

Apenas três dias após retornar da Guatemala, um dos destinos de sua viajem a serviço da ONU para avaliar os efeitos do Furacão Stan, o pesquisador apontou as quatro principais calamidades naturais deste último ano e destacou desdobramentos importantes sobre cada uma delas.

Tsunami

26 de dezembro de 2004.

O fato: O tsunâmi – ondas gigantescas que deslocam grande massa de água – foi provocado por um maremoto que abalou o solo sob o Oceano Índico e alterou a rotação da Terra. Foi o sismo mais violento registrado desde 1960 e um dos cinco maiores dos últimos cem anos.

Área atingida: Indonésia, Índia, Sri Lanka, Tailândia, Malásia, Mianmar, Ilhas Maldivas, Bangladesh e Somália.

Números: De 220 mil a 280 mil mortos, milhões ficaram desabrigados e inúmeras pessoas feridas.

Comentário: "Havia tecnologia disponível para avisar e evacuar as regiões, o que não aconteceu pela falta de cooperação internacional. Pouco tempo depois do maremoto, um grande evento no Japão reuniu cerca de 120 países para discutir estratégias de prevenção."

Furacão Stan

4 de outubro de 2005.

O fato: O furacão Stan não teve a mesma intensidade nem causou tantos prejuízos financeiros quanto o Katrina, mas como a região atingida é mais pobre, o impacto social foi maior. A situação mais grave foi na Guatemala, onde muitos morreram soterrados.

Área atingida: Guatemala, El Salvador, Nicarágua, México, Honduras e Costa Rica.

Números: Cerca de dois mil mortos e 280 mil feridos.

Comentário: "Muitas pessoas que moravam em encostas ficaram soterradas. Num determinado local havia mais de mil mortos debaixo da lama. Daí surge um outro problema, a contaminação do solo e da água. A comunidade internacional doou US$ 20 milhões aos atingidos."

Furacão Katrina

29 de agosto de 2005.

O fato: O Katrina surgiu da evolução de uma tempestade tropical. Seus ventos alcançaram mais de 280 quilômetros por hora. O número de mortos poderia ter sido muito maior se a região metropolitana de Nova Orleans não tivesse sido evacuada. Em torno de um milhão de pessoas deixaram suas casas. Na Flórida o Katrina causou mais de US$ 2 bilhões de prejuízo.

Área atingida: Sul dos EUA (Louisiana, Mississipi, Alabama e Flórida) e região do Golfo do México.

Números: Mais de mil mortes e milhares de desabrigados.

Comentário: "Furacões são comuns na Costa Leste dos EUA. As conseqüências do Katrina foram agravadas por causa da ocupação desenfreada da região. A decisão de evacuar Nova Orleans foi muito corajosa.O fato do fenômeno ter gerado um desastre nos EUA prova que somente dinheiro não resolve."

Terremoto no Paquistão

8 de outubro de 2005.

O fato: O terremoto do Paquistão alcançou 7,6 graus na escala Richter. O epicentro foi localizado na Caxemira, região dividida por Índia e Paquistão. Vilarejos ficaram devastados e a maioria das vítimas estava em zonas rurais. Com a proximidade do inverno do Himalaia, autoridades reuniram-se para estudar a abertura das fronteiras na Caxemira para os sobreviventes.

Área atingida: Paquistão, Índia e Afeganistão.

Números: 73 mil pessoas morreram, 75 mil ficaram feridas e cerca de três milhões de desabrigados.

Comentário: "O problema foi agravado porque a região mais atingida é montanhosa e de difícil acesso. Para piorar, veio um inverno muito rigoroso. Houve mobilização internacional e a Índia, para ajudar, colocou a solidariedade acima de questões de ordem política."

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