
Apesar de parecer confuso, os estudantes não precisam ficar paranóicos, ou melhor, paranoicos com a reforma do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, firmado entre o Brasil e sete países que têm o português como língua oficial Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste e Portugal. Para a unificação da língua, as novas regras determinam principalmente quedas de acentos em algumas palavras, assim como de tremas exceto em nomes próprios. Em outros casos, hífens caem ou passam a existir, entre outras alterações.
As mudanças serão mais sentidas por alunos de 7ª e 8ª séries do ensino fundamental e as três séries do ensino médio. "Esses, principalmente por causa do vestibular, já que eles devem ter as regras de ortografia mais estruturadas na cabeça", avalia a professora de Língua Portuguesa, Martinha Aparecida Vieira, da 8ª série do Colégio Medianeira.
Para que o aluno aprenda a nova ortografia, o ideal é memorizar pelo exercício da leitura. "O que ajudará a assimilar mais rápido será ler jornais e revistas", orienta Martinha. A Gazeta do Povo aderiu às novas regras em 1º de janeiro de 2009. "Aquilo que causar estranheza nas leituras deve ser verificado nos novos dicionários ou consultado diretamente com o professor." As livrarias já dispõem de minidicionários adaptados.
Algumas escolas particulares começaram a preparar seus professores para a mudança. Martinha conta que, por enquanto, não se preocupa em cobrar as novas regras. "Vou lidar com a ortografia anterior, mas sempre chamando a atenção de como fica com a mudança e o porquê", afirma.
Nas redes estadual e municipal, os professores passarão por processos de capacitação, provavelmente em 2009, conforme estimativa de suas respectivas secretarias de educação. Até 31 de dezembro de 2012, as duas formas de escrita deverão ser consideradas corretas. Em 1º de janeiro de 2013 a nova ortografia passa a ser obrigatória.







