| Hugo Harada / Gazeta do Povo
| Foto: Hugo Harada / Gazeta do Povo

Os professores da Universidade Federal do Paraná (UFPR) decidiram permanecer em greve na assembleia realizada na tarde desta quinta-feira (30). A maioria dos cerca de 350 docentes presentes optou por não colocar o fim da greve em pauta nesta assembleia, mas só na próxima semana, quando o Andes-SN, maior sindicato nacional da categoria, deverá fazer o mesmo.

Na assembleia, o plenário também decidiu colocar em pauta para votação na próxima sessão a possibilidade dos professores da UFPR tomarem posição sobre a greve com autonomia, independentemente das indicações do Andes sobre o assunto. Na sessão, que foi bastante tumultuada, muitos professores se manifestaram publicamente a favor de que o fim da greve fosse votado já nesta quinta e que a Apufpr, sindicato dos docentes da instituição, respeitasse com prioridade o desejo dos professores e não as diretrizes da Andes.

O sindicato que reúne os docentes da UFPR, o Apufpr, alega que, ao contrário do que diz o governo, a proposta oferecida não valoriza os professores com maior titulação, já que os aumentos salariais não priorizam os docentes nessas condições. O reajuste oferecido – 25% a 40%, até 2015 – também foi criticado por não garantir que serão repostas as perdas inflacionárias nos próximos três anos. Como não existe data-base para os servidores federais, caso a inflação do período seja maior, o sindicato teme não poder negociar até 2016.

Histórico da greve

Os professores das universidades federais do país estão em greve desde o dia 17 de maio e a paralisação não tem data para terminar. O governo apresentou no dia 24 de julho uma proposta de reajuste de 25% a 40% nos salários dos professores, em três parcelas até 2015, mas a oferta foi rejeitada por dois dos sindicatos que representam a maior parte dos professores, o Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) e o Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica). A categoria quer que o governo reformule o plano de carreira e garanta melhores condições de trabalho.

A presidente do Andes-SN, Marinalva de Oliveira, protocolou no dia 23 de agosto, no Ministério do Planejamento, uma contraproposta dos professores à pasta. Mesmo assim, o governo reafirmou ter encerrado as negociações com a categoria. O sindicato tenta agora parceria com senadores e deputados para tentar convencer o governo a voltar a conversar com os docentes.

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