
Oferecer oficinas no horário contrário das aulas e manter os seus 500 alunos em tempo integral dentro das escolas foi uma das alternativas encontradas para o Colégio Estadual Emiliano Perneta, no Pilarzinho, região norte de Curitiba, tentar melhorar o seu Índice de Educação Básica (Ideb). Em 2007, colégio ficou com 2,8 para os anos finais do ensino fundamental, um dos mais baixos do estado.
A implantação das oficinas no contraturno começou no dia 1º de abril e está atendendo 65 crianças e adolescentes da 1ª série do ensino fundamental ao 1º ano do ensino médio. Para conseguir colocar em prática o projeto, a diretora Sandra Phillipps conta com verbas do programa PDE na Escola, Projeto Mais Educação, ambos do governo federal e do projeto Viva Escola, do governo estadual. "A ideia é que nossa escola passe a ser modelo de superação", diz.
À frente da direção desde 2004, Sandra conta que manter os estudantes na escola é uma necessidade da própria comunidade. O principal desafio é combater a evasão. "A maioria dos nossos alunos são filhos de catadores de papel e os pais acham normal as crianças irem junto catar lixo".
Além de manter os alunos em turno integral, a direção abre os portões da escola no fim de semana para a comunidade, num projeto também em conjunto com o governo federal.
Desde o início de março, as escolas da rede pública estadual estão realizando o projeto Viva a Escola, que prevê atividades de contraturno em 1.260 estabelecimentos de ensino e com a participação de cerca de 100 mil alunos. O valor liberado é de R$ 1,8 milhão, sendo que R$ 700 mil serão utilizados para aquisição de materiais.



