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Tecnologia

Software ajuda a formar engenheiros a distância

Programa simula detalhes de laboratórios e permite que alunos façam experimentos a partir da tela do computador

  • Jônatas Dias Lima
O professor Douglas Agostinho mostra detalhes do simulador de laboratório usado pelo Uninter. |
O professor Douglas Agostinho mostra detalhes do simulador de laboratório usado pelo Uninter.
 
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Cursos a distância em Licenciatura ou área predominantemente teórica têm ganhado força e mais adeptos a cada ano, mas formar um engenheiro abrindo mão de equipados laboratórios físicos é uma novidade que causa estranheza. Mesmo assim, algumas instituições apostam em simuladores de alta tecnologia e lançam cursos de Engenharia on-line, garantindo que a aprendizagem pode ser tão boa quanto a de cursos presenciais.

Essa é a defesa que o Centro Universitário Uninter faz de sua graduação em Engenharia de Produção, a ser lançada em agosto. O principal trunfo para oferecer a modalidade é a aquisição de um software que funciona como simulador de diferentes tipos de laboratório com rigorosa precisão, conta o engenheiro Douglas Agostinho, tutor do curso. O programa é fruto de uma parceria entre o Uninter e a empresa inglesa Pearson Education.

Segundo Agostinho, o software é tão sofisticado que estão previstas até as consequências de um possível acidente causado pelo manuseio errado de materiais. “Num ensaio de calorimetria, por exemplo, se o aluno pegar o metal errado, ocorre uma explosão, como aconteceria na prática. Só que de um jeito muito mais seguro.” Outro benefício citado pelo professor é o acesso mais frequente, ainda que virtual, a experimentos e materiais que teriam de ser compartilhados por vários alunos em uma aula presencial.

A formação virtual, no entanto, será complementada com atividades conduzidas nos polos da instituição, onde os alunos devem comparecer uma vez por semana para duas horas de aula prática e mais duas horas de orientação com o tutor. A medida atende à recomendação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-PR), que participou com sugestões na construção da ementa do curso, conta o pró-reitor dos Cursos de Ensino a Distância, Marco Antonio Eleuterio.

Sobre a desconfiança em relação à formação a distância de engenheiros, Eleuterio diz que é preciso diferenciar as engenharias. Enquanto para algumas modalidades, como Engenharia Química ou Eletrônica, o acesso a equipamentos físicos se faz necessário, no caso da Engenharia de Produção, ele pode ser simulado, tendo em vista a rotina mais gerencial que o futuro profissional terá. Muitas universidades definem o engenheiro de produção como aquele que une conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o funcionamento de uma fábrica. Outro aspecto apontado como positivo pelo pró-reitor é a formação de engenheiros fora das capitais, onde há poucas instituições que disponibilizam o curso.

Qualidade

Questionado sobre sua participação na construção do curso, o Crea-PR informa que não cabe à instituição chancelar qualquer curso superior e sua contribuição se dá em caráter consultivo e com recomendações. O conselho diz ainda que “acompanha com apreensão” a rápida expansão dos cursos a distância nas áreas das Engenharias, Agronomia e Geociências e confia na atuação do Ministério da Educação (MEC) para coibir o funcionamento de instituições e cursos sem a garantia mínima da qualidade na formação dos futuros profissionais. O Uninter informa que o curso está credenciado e cumpre todas as exigências estipuladas pelo MEC. O ministério recomenda a consulta ao sistema e-MEC (http://emec.mec.gov.br) para confirmar a situação de cursos ou instituições acadêmicas.

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