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Em 2013, os missionários estiveram presentes nas comunidades do Complexo do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis (SC). | João Borges / PUCPR
Em 2013, os missionários estiveram presentes nas comunidades do Complexo do Maciço do Morro da Cruz, em Florianópolis (SC).| Foto: João Borges / PUCPR

Grupo é um "Rondon com espiritualidade"

Bastante similar ao Projeto Rondon, organizado pelo Ministério da Defesa, a Missão Universitária Irmão Henri Vergès se diferencia por incluir reflexões espirituais durante a expedição. Na edição deste ano, por exemplo, além das atividades práticas nas comunidades locais, os acadêmicos estudarão o tema "Fé e Política".

Para Rodolff Nunes da Silva, o acréscimo é positivo. "Há a questão espiritual que te motiva a seguir um modelo de vida. É algo que modifica sua atuação profissional e sua vida pessoal e familiar", diz o formando, que também esteve em regiões carentes do Mato Grosso e da Amazônia pelo Projeto Rondon.

A ação da PUCPR homenageia o irmão Henri Vergès, missionário francês pertencente à congregação dos Irmãos Maristas que foi assassinado em 1994 enquanto liderava ações humanitárias na Argélia, onde atuou durante 25 anos. (JDL)

Rodolff Nunes da Silva, 24 anos, está prestes a se formar em Medicina pela PUCPR, mas não abriu mão de participar pela quinta vez da Missão Universitária Irmão Henri Vergès, ação de solidariedade promovida pela Pastoral Universitária da PUCPR desde 2009. Silva está entre os 110 jovens de Curitiba que se propuseram voluntariamente a viver uma experiência de imersão em comunidades socialmente vulneráveis. O grupo partiu no último sábado e retorna a Curitiba no dia 5 de julho.

Divididos em três equipes, os estudantes foram encaminhados às comunidades Mont Serrat, na periferia de Florianópolis (SC); Jardim Zanelatto, em São José (SC); e Barra do Batatal, em Eldorado (SP), na região do Vale do Ribeira, divisa com o Paraná. Até o próximo sábado, os missionários prestarão serviços sociais conforme a área em que estudam, ajudarão na reforma de escolas e residências e se integrarão ao dia a dia da comunidade, inclusive, dormindo em casas de famílias que aceitam recebê-los.

"O que me motiva ir de novo é a chance de tornar meu conhecimento profissional mais uma vez útil onde ele é mais necessário e onde as pessoas têm pouco acesso", afirma Silva, que desde a sua primeira missão, se emociona com as transformações ocorridas nas comunidades por onde o projeto esteve. "As intervenções que fazemos realmente podem ser mantidas", afirma o futuro médico, ao lembrar-se das campanhas de conscientização na área da saúde das quais participou.

Laços mantidos

Uma das transformações mais evidentes que a missão proporciona às comunidades se dá entre os moradores mais jovens. "Muitos adolescentes contam que ficam entusiasmados para fazer faculdade depois que os visitamos", diz a estudante de Direito Regiane Neves Leite, 21 anos, outra veterana em missões solidárias. Na opinião dela, a experiência é enriquecedora para todos os envolvidos e gera laços que são mantidos após o fim da expedição. "Até hoje converso com famílias de Guaraqueçaba [no litoral paranaense], onde fiz missão em 2012 e trabalhei com questões de economia doméstica."

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