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 | Gilberto Yamamoto
| Foto: Gilberto Yamamoto

Processo aumenta chance de aprovação

Pioneira nesse tipo de avaliação no estado, a UEPG realizou as primeiras provas em 2001 e hoje destina 25% de suas vagas aos candidatos aprovados no Pro­­cesso Seletivo Seriado (PSS), nome que dá ao sistema.

Segundo o professor Ivo Mário Ma­­thias, coordenador da Comissão Per­­manente de Seleção, a universidade se inspirou no programa desenvolvido pela UnB e um dos motivadores para a adesão foi a ampliação das oportunidades de acesso à universidade. "É uma chance a mais de classificação, pois, além de concorrerem pela modalidade seriada, os alunos podem se inscrever para o vestibular tradicional", explica o professor, enfatizando o fato de que nada impede o candidato de competir por uma vaga pelas duas formas.

Em 2012 a UEM receberá a primeira turma de calouros a conseguir aprovação pelo Programa de Avaliação Seriada (PAS). Eles devem preencher 20% do total de vagas a serem abertas e, embora seja cedo para traçar um perfil do aluno que usa o sistema, as fases realizadas em 2009 e 2010 já mostram que a dedicação aos estudos é característica marcante desde o primeiro ano.

Segundo a pró-reitora de Ensino da UEM, Ednéia Rossi, o PAS trouxe uma dinâmica diferente para a rotina dos estudantes. "O comportamento do aluno é outro, porque ele vislumbra desde o início do ensino médio a possibilidade de continuar seus estudos", analisa.

Jorge Morais dos Santos Alves, diretor do Colégio Platão, uma das escolas em Maringá que vêm preparando seus alunos para o PAS, confirma a nova postura dos estudantes. "Eles ficaram mais comprometidos, procuram mais os professores mesmo no primeiro ano e isso é bem visível", afirma Alves, que elenca ainda outra vantagem. "No PAS eles concorrem com candidatos da mesma faixa etária e não com gente que está há anos fazendo cursinho", diz o diretor, referindo-se àqueles que já concluíram o ensino mé­­dio e preparam-se por outros meios.

Onde estudar

Confira algumas das instituições do país que aplicam avaliações seriadas:

UEPG

http://www.cps.uepg.br/pss/

UEM

http://www.vestibular.uem.br/

UniCuritiba

http://www.unicuritiba.edu.br

UnB

http://www.cespe.unb.br/pas

Universidade de São Paulo (USP)

http://www.usp.br/pasusp

Universidade Federal de Pelotas (RS)

http://ces.ufpel.edu.br/vestibular/pave/

Universidade Federal de Santa Maria (RS)

http://coperves.proj.ufsm.br/

Universidade Federal de Viçosa (MG)

http://www.copeve.ufv.br/

O nome varia de uma instituição para outra, mas a essência dos processos seletivos seriados é a mesma. Avaliar o candidato ao fim de cada ano do ensino médio, co­­brando apenas o que o aluno estudou na­­quele perío­do, é a principal característica dessa forma de ingresso no ensino superior. Em­­bora ainda pouco usado por faculdades, centros universitários e universidades do Paraná, o sistema recebe muitos elogios de analistas, que veem uma clara diferença na atitude do aluno que assume mais cedo o compromisso de chegar à graduação.

Essa forma alternativa de acesso ao ensino superior foi adotada pela primeira vez na Universidade de Brasília (UnB), em 1996, e desde então selecionou cerca de 9 mil estudantes da instituição. Hoje a universidade destina 50% de suas vagas aos candidatos que optam pela avaliação seriada.

Apesar de já ser usado em outros países há mais tempo, o modelo passou a ser uma possibilidade no Brasil a partir da promulgação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e dos debates que buscaram facilitar o ingresso no ensino superior, ocorridos na década de noventa.

No Paraná, as instituições públicas que adotam o sistema são a Universidade Estadual de Maringá (UEM) e a Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em ambas o candidato faz três provas. Os exames avaliam o conteúdo referente apenas ao programa estudado naquele ano letivo.

Assim, o aluno que concluir o segundo ano do ensino médio vai fazer uma prova exclusivamente com os assuntos que viu nessa série. Não terá de responder sobre conteúdos vistos no primeiro ano e não lhe serão propostas questões que dependam de matérias a serem estudadas no terceirão.

Vestibular aos poucos

O alívio de não precisar enfrentar uma única prova, na qual são exigidos conhecimentos de três anos de estudo, é o benefício mais lembrado quando se fala dos vestibulares seriados, mas há outras vantagens significativas.

A pró-reitora de Ensino da UEM, Ednéia Rossi, destaca a relação de proximidade que se cria entre escola e universidade. "O vínculo é maior, pois o acompanhamento do aluno se dá durante três anos. Emitimos relatórios ao fim de cada etapa e a escola usa essas informações para corrigir deficiências no aprendizado", diz a professora.

Para que o aluno possa entrar no processo, basta a escola se inscrever no PAS da UEM. Podem participar escolas públicas e particulares.

Universidades privadas

Não são só as instituições públicas de ensino superior que têm chamado a atenção de candidatos interessados nas avaliações seriadas. O estudante José Roberto dos Santos, 18 anos, é calouro no Centro Universitário Curi-tiba (UniCuritiba) e conquistou a vaga graças ao Processo de Seleção Seriada da instituição.

Obstinado a cursar Direito desde o início do ensino médio, ele procurou o UniCuritiba já no primeiro ano, soube que aplicavam as provas e desde então estudou com foco nas avaliações anuais. "O sistema tem muitas vantagens sobre o vestibular comum, mas não é mais fácil. Tudo depende da dedicação do aluno", conclui.

PUC e UFPR

A PUCPR passou a oferecer a avaliação seriada em 2006, mas não adota mais o modelo. Por enquanto, a UFPR também não pretende utilizar o sistema

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