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Ipec é o primeiro instituto a divulgar pesquisa eleitoral para presidente no segundo turno entre Lula e Bolsonaro
Ipec é o primeiro instituto a divulgar pesquisa eleitoral para presidente no segundo turno entre Lula e Bolsonaro| Foto: Infografia/Gazeta do Povo

Levantamento do Ipec sobre a corrida presidencial, divulgado nesta quarta-feira (5), mostrou o candidato petista, Luiz Inácio Lula da Silva, com 51% das intenções de voto. O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, estava com 43%. A margem de erro geral da pesquisa é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Nota da redação: No primeiro turno, o Ipec apresentou divergência importante entre a pesquisa e o resultado apurado nas urnas. Em pesquisa divulgada no dia 1º, véspera das eleições, o instituto mostrava que Lula tinha 51% das intenções de votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), e que Bolsonaro tinha 37%. A margem de erro era de dois pontos percentuais. O resultado apurado nas urnas revelou um cenário diferente para o candidato Bolsonaro, que fez 43,3% dos votos válidos no domingo (2). Lula obteve 48,43%. Um resultado bastante distante da margem de erro alegada. A maioria dos institutos não conseguiu retratar o comportamento do eleitor no primeiro turno, principalmente daqueles que votaram em candidatos de direita. Leia mais aqui.

Intenção de voto para a Presidência da República (estimulada - votos totais)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 51%
  • Jair Bolsonaro (PL) - 43%
  • Nulo/branco/nenhum - 4%
  • Não sabe/não respondeu - 2%

Intenção de voto para a Presidência da República (estimulada- votos válidos)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 55%
  • Jair Bolsonaro (PL) - 45%

Intenção de voto para a Presidência da República (espontânea)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 50%
  • Jair Bolsonaro (PL) - 40%
  • Nulo/branco/nenhum - 6%
  • Não sabe/não respondeu - 4%

Potencial de voto (votaria com certeza + poderia votar)

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 56%
  • Jair Bolsonaro (PL) - 44%

Rejeição (não votaria de jeito nenhum)

  • Jair Bolsonaro (PL) - 50%
  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - 40%

Avaliação do governo

A pesquisa também perguntou aos entrevistados neste levantamento como eles avaliavam o governo de Jair Bolsonaro: 42% responderam que consideram a gestão do presidente ruim ou péssima, 35% disseram ser ótima ou boa e 22% afirmaram considerá-la regular.

Definição de voto

  • Totalmente decididos - 92%
  • Ainda podem mudar de opinião - 8%

Metodologia da pesquisa

A pesquisa encomendada pela TV Globo ao Ipec entrevistou 2.000 eleitores do país, entre os dias 3 e 5 de outubro de 2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral com o protocolo BR-02736/2022.

Já na pesquisa divulgada nem 1º de outubro, o Ipec entrevistou 3.008 eleitores entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro de 2022. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e está registrada no TSE com os protocolos BR-00999/2022 e BR‐01640/2022.

Por que a Gazeta publica pesquisas eleitorais

A Gazeta do Povo publica há anos todas as pesquisas de intenção de voto realizadas pelos principais institutos de opinião pública do país. Você pode conferir os levantamentos mais recentes neste link.

As pesquisas de intenção de voto fazem uma leitura de momento, com base em amostras representativas da população. Métodos de entrevistas, a composição e o número da amostra e até mesmo a forma como uma pergunta é feita são fatores que podem influenciar o resultado. Por isso é importante ficar atento às informações de metodologias, encontradas no fim das matérias da Gazeta do Povo sobre pesquisas eleitorais.

Também é importante ressaltar que as pesquisas publicadas antes do primeiro turno das eleições de 2022 apontaram discrepâncias relevantes em relação ao resultado apresentado na urna.

Feitos esses apontamentos, a Gazeta considera que as pesquisas eleitorais, longe de serem uma previsão do resultado das eleições, são uma ferramenta de informação à disposição do leitor, já que os resultados divulgados têm potencial de influenciar decisões de partidos, de lideranças políticas e até mesmo os humores do mercado financeiro.

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