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Após ações de partidos de oposição

PL diz ao TSE que evento de Bolsonaro com embaixadores foi ato de governo

Bolsonaro base
Bolsonaro reuniu embaixadores de diversos países no Palácio da Alvorada para questionar segurança do sistema eleitoral brasileiro (Foto: Clauber Cleber Caetano/PR)

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O Partido Liberal (PL) afirmou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que a reunião do presidente Jair Bolsonaro com embaixadores, em 18 de julho, para tratar do sistema eleitoral brasileiro foi ato de governo e não de pré-campanha. Na semana passada, a Rede Sustentabilidade (Rede), Partido Comunista do Brasil (PCdoB), e o Partido dos Trabalhadores (PT)  entraram com ações contra Bolsonaro e o PL por propaganda eleitoral antecipada. Já a do Partido Democrático Trabalhista (PDT) citou também suposta propagação de fake news diante dos questionamentos do presidente sobre a segurança do sistema eleitoral. O TSE tem rebatido essa e outras declarações de Bolsonaro sobre a segurança das urnas.

O ministro Edson Fachin, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), tinha dado prazo de cinco dias para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) se manifestasse sobre a ação apresentada pelo PDT e por Ciro Gomes. O pedido foi para que os vídeos do encontro realizado pelo presidente da República com embaixadores fossem removidos. Na última quinta-feira (21), YouTube negou a remoção de vídeos do encontro de sua plataforma e disse que não foram encontradas violações às políticas de comunidade na gravação.

Nas manifestações à Justiça Eleitoral - tanto na ação conjunta da Rede com o PCdoB quanto na do PDT, o Partido Liberal (PL) afirmou que nenhum dirigente da legenda participou do evento e que se tratou de ato da agenda oficial do presidente da República. De acordo com o PL, o chefe do Executivo recebeu missões diplomáticas no Palácio do Planalto e, por esse motivo, o TSE não seria competente para examinar qualquer suposta irregularidade no evento.

“É necessário repisar que a condição de pré-candidato à reeleição não esvazia o exercício da Presidência da República, no qual o primeiro representado permanecerá, no mínimo, até o fim de dezembro de 2022. Neste sentido, os atos que realize na condição de Chefe do Executivo encontram-se fora do escopo desta Especializada”.

Assim, o PL solicitou que os pedidos de liminar dos partidos de oposição sejam indeferidos “em virtude da ausência de plausibilidade jurídica, da impossibilidade de concessão de tutela que esgote o mérito da ação e da irreversibilidade da medida, tal como postulada, sem prejuízo da impossibilidade da condenação à perda do tempo de propaganda eleitoral da legenda, por total ausência de previsão legal”.

Caso isso não ocorra, o pedido do PL é para que seja reconhecida a incompetência da Justiça Eleitoral para analisar o caso, pois, segundo a argumentação do partido, não existe conexão com o pleito eleitoral.

No momento em que o documento foi encaminhado ao TSE, Bolsonaro era pré-candidato à reeleição. A convenção foi realizada no domingo (24) e ele passou a ser oficialmente candidato ao Planalto pelo PL. Apesar disso, o pedido de registro da candidatura da chapa Bolsonaro - Braga Netto ainda não foi feito à Justiça Eleitoral, segundo dados do sistema “DivulgaCandContas”.

Reunião de Bolsonaro com embaixadores

Em 18 de julho, Bolsonaro questionou a segurança do sistema eleitoral brasileiro durante em evento com embaixadores no Palácio da Alvorada. O presidente da República afirmou que, segundo uma investigação, um hacker teria invadido o sistema do TSE e, por oito meses, teve acesso a "toda a documentação do TSE" e "toda a base de dados". Bolsonaro alegou também que o invasor teve acesso à senha de um ministro da Corte eleitoral, "bem como de outras autoridades".

Mas o TSE tem rebatido essa e outras declarações de Bolsonaro sobre a segurança das urnas. A Corte diz que a tentativa de ataque não violou a segurança dos equipamentos. Cita várias agências de checagem que, com base na opinião de especialistas, afirmam que a invasão de 2018 não implicou em fraude no registro ou contagem dos votos.

Da mesma forma, o TSE contesta a afirmação de que um hacker poderia excluir nomes de candidatos das urnas. “Em nenhum momento as urnas eletrônicas são conectadas à internet, nem possuem placa que dê acesso a outro tipo de conexão em rede”, diz o tribunal.

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