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O deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG) anunciou que não disputará nenhum cargo nas eleições de 2026. Em vídeo divulgado nesta terça-feira (4), o parlamentar faz referência aos seus 40 anos atuando em cargos eletivos, mas afirma que irá focar em seu cargo de presidente do PSDB, buscando fortalecer a legenda.
"Optei por dedicar a minha energia à consolidação e ao fortalecimento do PSDB nesse momento de transição ao redor do país, para que ali na frente possamos novamente nos encontrar e dizer que o Brasil venceu a radicalização e a polarização, e o PSDB volta a ser protagonista da política brasileira pelo bem do Brasil", explica.
O nome chegou a ser aventado como possível candidato à Presidência em uma aliança que incluiria o deputado federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP), aliado que surgiu ao lado do tucano nas articulações que transformaram o projeto de lei da anistia em dosimetria.
A estratégia incluiria ainda o Democracia Cristã, partido que testou o ex-ministro da Defesa Aldo Rebelo e o substituiu pelo ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa nas pesquisas, mas que acabou optando pela advogada mato-grossense Clariana Barão após o magistrado aposentado desistir de concorrer.
O tucano foi adversário da ex-presidente Dilma Rousseff durante as eleições de 2014, período em que representava o contraponto ao petismo, antes de a polarização passar a orbitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ex-governador de Minas Gerais, Aécio é neto de Tancredo Neves, que foi eleito presidente pelo colégio eleitoral em 1985, mas morreu antes de tomar posse, abrindo espaço para o governo de José Sarney.
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PSDB vive encolhimento e já não administra estados ou capitais
O PSDB vive um encolhimento explicado principalmente pela profusão de migrações ao PSD. São Paulo ilustra bem a situação. O estado teve seis governadores do partido e, contando com as alianças, esteve no Executivo por quase três décadas. A hegemonia, porém, se perdeu com a ascensão da direita e a eleição do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Hoje, a legenda não tem nenhum governador. No Rio Grande do Sul, por exemplo, Eduardo Leite se filiou ao PSD para disputar a Presidência, embora tenha sido preterido na disputa interna que levou a candidatura ao ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado. Já Eduardo Riedel, do Mato Grosso do Sul, abandonou a sigla para integrar o PP.
Em nível municipal, as eleições de 2024 fizeram os tucanos perderem 275 prefeituras, incluindo todas as quatro capitais que haviam conquistado em 2020. Na capital paulista, o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), assumiu após Bruno Covas falecer. Nas eleições seguintes, porém, o PSDB optou por lançar o apresentador José Luiz Datena, mas os paulistanos optaram por levar Nunes e Guilherme Boulos (PSOL) ao segundo turno e, ao final, elegeram o aliado de Bolsonaro.
No Congresso o PSDB tem 21 parlamentares, incluindo três senadores: Eudócia Caldas (AL), Oriovisto Guimarães (PSDB) e Plínio Valério (AM). É a décima no ranking de bancadas, atrás do PSB, que acumula 24 congressistas.




