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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, afirmou nesta quinta-feira (13) que, além de ter sido filiado ao Missão sem autorização, também apareceu no sistema da Justiça Eleitoral uma tentativa de registro de filiação ao PT. Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o senador classificou o episódio como uma manobra para tentar inviabilizar sua candidatura.
“Às 18h, eu recebi um outro e-mail oficial. Uma filiação ao PT. Precisaram me filiar ao PT. Aí eu me senti ofendido. Não façam isso”, afirmou.
A tentativa de filiá-lo ao PT ocorreu após o sistema da Justiça Eleitoral registrar Flávio como filiado ao Missão. O cadastro indicava uma desfiliação do PL em 12 de agosto e uma nova filiação ao Missão na mesma data.
A situação, porém, foi revertida nesta quinta-feira. Uma nova certidão emitida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), às 16h29, voltou a registrar Flávio como filiado regular ao PL.
O documento retirou do histórico do senador o vínculo com o Missão e passou a indicar novamente o Partido Liberal como sua legenda desde 30 de novembro de 2021. Na live, o senador afirmou que não solicitou a filiação ao Missão e disse que o episódio foi uma fraude.
“Vocês acompanharam aí hoje que teve uma fraude na minha filiação partidária. Me filiaram, na verdade, ilegalmente a um outro partido”, afirmou.
Durante a transmissão, Flávio também relatou ter recebido mensagens relacionadas ao Missão em seu gabinete. Segundo ele, uma das comunicações cobrava o pagamento de uma filiação.
“Além de fraudarem a minha filiação, eles já estavam cobrando. A nossa candidatura está tranquila. Nós temos candidato a presidente", completou Flávio.
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Entenda o caso
A alteração na filiação partidária do senador no sistema da Justiça Eleitoral chegou a impedir o registro de sua candidatura à Presidência da República nesta quinta-feira (13). Em vez de constar como filiado ao PL, Flávio passou a figurar como integrante do Missão, partido ligado a Renan Santos.
Por sua vez, o Missão divulgou uma nota afirmando ter sido vítima de uma fraude e alegou que seu próprio sistema detectou a irregularidade. A legenda declarou que tentou anular a ação junto ao TSE, mas o pedido foi negado pela Justiça Eleitoral.
"Um relatório com todos os logs, e-mails e IPs será disponibilizado para a imprensa e para as autoridades. Ressaltamos, ainda, que não é do interesse do partido acolher em seus quadros um parlamentar que, para além do desalinhamento ideológico, figura em acusações e suspeitas de envolvimento em esquemas de corrupção", declarou o Missão no comunicado.
O partido informou que tem colaborado com as autoridades para identificar os responsáveis pela fraude. O TSE também se comprometeu com as investigações e disse que a filiação fraudulenta teria partido do Missão.
Segundo o tribunal, apenas uma pessoa com as credenciais oficiais da legenda poderia realizar a transferência de filiação do parlamentar. O TSE informou ainda que seu presidente, o ministro Kassio Nunes Marques, enviou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para a tomada de providências e determinou instaurar inquérito por parte da Polícia Federal.




