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Logo após o ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Dias Toffoli suspender a campanha de Renan Santos (Missão) por ter informado fora do prazo 16 perfis usados na campanha, a deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP) reclamou que o registro público de sua candidatura não contém todas as redes sociais informadas.
Na petição, desta segunda-feira (31), a parlamentar cita seu perfil pessoal no Instagram, além do "Time Sâmia" e suas contas no X, TikTok, Threads e YouTube, além de um site e um número de WhatsApp.
Segundo a deputada, o site "samia5000.com.br" é o oficial de sua campanha, enquanto o "samiamerepresenta.com.br" não é utilizado e, por isso, precisa ser excluído do sistema. Ambos, no entanto, são administrados pela mesma pessoa, o engenheiro ambiental e ex-candidato a deputado federal pelo PSOL Dante Peixoto.
O "Sâmia me representa" possui formulários para apoio e doações, além de uma página de manifesto que traz, logo no início: "Coragem que nos representa. Sâmia Bomfim para deputada federal". Ao final, esclarece que é destinado a ações da pré-candidatura. O registro público data sua criação em 10 de junho de 2026, mesma data em que foi registrado o "Sâmia 5000".
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Depois da decisão contra Renan, Sâmia veio a público com provocações. Ela afirmou que os membros do partido estariam "choramingando" e que a medida de Toffoli não configura censura, uma vez que "eles operam sob a lógica de máfia digital, burlando as nossas regras eleitorais".
A provocação logo gerou reações. A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo, que coordena a campanha de Renan, tirou um print do registro público para alegar que a deputada "também não declarou todas as redes sociais que usa na campanha". A alegação contrasta com a versão de Sâmia de que os perfis foram declarados, mas não divulgados pelo sistema.
Especialista vê precedente perigoso
Renan Santos alega que foi censurado ao ter os repasses e as contas suspensas. Para o advogado João Senzi, a decisão abre um precedente que não existia nem mesmo no caso do empresário Pablo Marçal, uma vez que à época, ao contrário de agora, houve pedido do Ministério Público Eleitoral.
"A questão principal é que nesse registro de candidatura não se produzem provas contra o candidato. Se houver alguma ilegalidade existe uma ação própria que é a ação de investigação judicial eleitoral", escreveu em seu perfil no X.
A Gazeta do Povo entrou em contato com o gabinete de Sâmia Bonfim. O espaço segue aberto para manifestação.




