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"Profunda indignação"

Associações de imprensa criticam “intervenção judicial” no debate da Globo

Associações de imprensa criticam “intervenção judicial” no debate da Globo
Associações de imprensa manifestaram "profunda indignação" com interferência de STF e TSE no debate presidencial da TV Globo. (Foto: EFE/Antonio Lacerda)

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Associações de imprensa criticaram nesta quinta-feira (1º) a “intervenção judicial” do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que levou ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Em nota, as organizações expressaram “profunda indignação”.

“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”, disseram a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner).

Para as associações, a intervenção representa “uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos”.

“Infelizmente, os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate”, destacaram.

A ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a emissora de exibir um púlpito vazio com identificação nominal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o debate. Além disso, a Globo deveria impedir a formulação de perguntas direcionadas ao mandatário.

O candidato do PL, Flávio Bolsonaro, desistiu do debate, atribuindo sua decisão à "censura imposta ao evento" pelo TSE. Pouco depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a inclusão do presidenciável do Missão, Renan Santos, no debate. Diante do impasse, a emissora cancelou o debate e criticou a interferência do Judiciário no evento.

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