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Evento da CNI

Caiado diz que prioridade é tirar PT do poder e promete pacote de reformas

Caiado participou de evento da CNI
Caiado participou de evento da CNI em Brasília (Foto: Iano Andrade / CNI)

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O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), pré-candidato à Presidência da República, prometeu enviar um pacote de reformas ao Congresso, caso seja eleito. O goiano também afirmou que a principal tarefa de 2026 será tirar o PT do poder.

As declarações foram feitas nesta segunda-feira (22), em Brasília, durante o evento “A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis”, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A iniciativa reúne possíveis candidatos ao Palácio do Planalto para apresentar propostas ao setor produtivo nas áreas de economia, infraestrutura, inovação e segurança jurídica.

Ao longo da apresentação e da entrevista concedida após o encontro, Caiado criticou a política econômica do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu mudanças nas regras tributárias e afirmou que o país vive uma situação de desorganização fiscal e insegurança jurídica.

“A primeira [prioridade] será tirar o PT do poder. As pessoas costumam dizer que o Brasil tem um custo Brasil. Eu posso confirmar que tem um "custo PT"”, afirmou.

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Durante sua apresentação aos empresários, Caiado afirmou que pretende encaminhar ao Congresso um conjunto de reformas logo no início do eventual mandato. Segundo ele, o presidente dispõe, na prática, de apenas 18 a 24 meses para aprovar mudanças estruturais. “Não encaminharei apenas uma reforma ao Brasil. Encaminharei todas”, disse.

O ex-governador de Goiás também afirmou que um presidente não deve governar pensando na reeleição. Segundo ele, as decisões de governo precisam estar voltadas para o longo prazo e para a recuperação da capacidade de investimento do país.

Na avaliação do pré-candidato, o Brasil perdeu sucessivas oportunidades de desenvolvimento por falta de planejamento e por não contar com políticas estruturantes para setores estratégicos da economia.

Caiado atribuiu ao governo Lula a deterioração do ambiente econômico e afirmou que o país enfrenta uma combinação de juros elevados, perda de credibilidade fiscal e insegurança jurídica.

Segundo ele, a atual gestão não respeita o próprio arcabouço fiscal e tem dificultado a elaboração de políticas de longo prazo para a indústria, a mineração e o agronegócio. “O Brasil vive uma desordem institucional e uma insegurança jurídica total”, afirmou.

Questionado sobre as reformas defendidas por outros presidenciáveis, Caiado afirmou que pretende revisar pontos da reforma tributária para evitar prejuízos a profissionais liberais e prestadores de serviços.

Segundo ele, determinados segmentos podem ser excessivamente onerados pelo novo sistema de tributação. “O profissional liberal e o prestador de serviço vão viver como?”, questionou.

Caiado também defendeu a busca pela sustentabilidade da Previdência e afirmou que o envelhecimento da população exige soluções capazes de garantir o pagamento futuro dos benefícios.

Na avaliação do ex-governador, é necessário enfrentar o problema sem recorrer a promessas que não possam ser cumpridas.

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