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As eleições de 2026 vão renovar integralmente a Câmara dos Deputados e dois terços do Senado Federal. No primeiro turno, marcado para 4 de outubro, os eleitores também escolherão presidente da República, governadores e deputados estaduais ou distritais.
Ao todo, estarão em disputa 513 cadeiras de deputado federal, 54 de senador, 1.035 de deputado estadual e 24 de deputado distrital, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A votação será das 8h às 17h, pelo horário de Brasília. A sequência começa pelo deputado federal, passa pelo estadual ou distrital, inclui dois votos para o Senado e termina com governador e presidente.
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Como funciona a eleição para deputado federal, estadual e distrital?
Na Câmara dos Deputados, todas as 513 cadeiras serão renovadas. As vagas são distribuídas entre os 26 estados e o Distrito Federal conforme a representação definida pela legislação. São Paulo tem o limite máximo de 70 deputados federais, enquanto estados com menor população têm oito. O Paraná elege 30 deputados federais.
Já nas Assembleias Legislativas serão preenchidas 1.035 vagas em todo o país. No Distrito Federal, os eleitores escolherão 24 deputados distritais.
Como funciona o sistema proporcional para deputados?
Tanto deputados federais quanto estaduais e distritais são escolhidos pelo sistema proporcional. A eleição, portanto, não funciona simplesmente como uma corrida individual em que os candidatos mais votados ocupam todas as vagas.
O cálculo começa pelos votos válidos. Divide-se esse total pelo número de cadeiras em disputa para chegar ao quociente eleitoral. Depois, a votação de cada partido ou federação é dividida por esse quociente para definir, inicialmente, quantas cadeiras cabem a cada grupo.
As vagas conquistadas são preenchidas pelos candidatos mais votados daquela legenda ou federação, respeitados os critérios mínimos de votação individual.
Por que não há número fixo de votos para eleger deputados?
Não existe uma quantidade universal de votos capaz de garantir uma vaga de deputado. O número necessário muda conforme o estado, o cargo, a quantidade de votos válidos e o desempenho de partidos e federações.
Também entram no cálculo as chamadas sobras eleitorais. Depois da distribuição inicial, as cadeiras que permanecem são repartidas pelo sistema de maiores médias, seguindo as regras do Código Eleitoral.

Entre os critérios está a participação de partidos ou federações que tenham alcançado 80% do quociente eleitoral e de candidatos que tenham atingido 20% desse quociente.
Há ainda uma exigência de votação individual. Para ocupar uma vaga distribuída pelo quociente partidário, o candidato precisa alcançar pelo menos 10% do quociente eleitoral. A votação individual importa, mas o resultado da legenda também interfere na composição final.
Como funciona a eleição para o Senado em 2026?
A disputa para o Senado segue uma lógica diferente. Em 2026, serão escolhidos 54 senadores, o equivalente a dois terços das 81 cadeiras da Casa. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois representantes.
Nesse caso, a eleição é majoritária simples: são eleitos os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação. Não há quociente eleitoral nem voto de legenda para senador.
Por que cada eleitor terá dois votos para o Senado?
O eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes, um para cada vaga. Os senadores têm mandato de oito anos.
Por isso, a renovação do Senado ocorre de forma alternada: em uma eleição são escolhidos dois representantes por estado e, quatro anos depois, apenas um. As 54 vagas que estarão em disputa em outubro voltarão a ser renovadas em 2034.



