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Ministeriáveis

Quem são os cotados para a equipe econômica do eventual governo Flávio Bolsonaro

Entre os possíveis ministros de Flávio Bolsonaro (PL), constam membros de sua equipe de campanha, empresários, banqueiros, parlamentares e ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro
Entre os possíveis ministros de Flávio Bolsonaro (PL), constam membros de sua equipe de campanha, empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo Jair Bolsonaro (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)

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Com a vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições e a probabilidade cada vez maior de o candidato conquistar a presidência da República, começam a circular nos bastidores nomes cotados para a equipe econômica do eventual governo do senador.

Entre os possíveis indicados, constam membros de sua equipe de campanha, entre outros empresários, parlamentares e ex-integrantes do governo de Jair Bolsonaro (PL).

O senador já declarou que deve reduzir a estrutura do primeiro escalão do governo, dos atuais 39 para 27 ministérios. Em agosto, a coordenadora da área econômica da campanha do PL, Daniella Marques, disse que um eventual governo de Flávio terá entre 20 e 25 pastas.

Confira abaixo alguns dos nomes que despontam como possíveis titulares de cada pasta da área econômica de Flávio Bolsonaro:

Fazenda

Marcelo Kayath

Marcelo Kayath: ex-apoiador de Lula (PT) e cotado para Fazenda em eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL)Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, cotado para a Fazenda em eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL) (Foto: Reprodução/YouTube/Guitarcoop)

Entre operadores do mercado financeiro, um dos nomes citados é o de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e atual sócio da gestora QSM Capital. No fim de agosto, teve seu nome sugerido ao senador para o cargo por um grupo de banqueiros, investidores e empresários. Seu nome teria apoio ainda do irmão do candidato e ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

Kayath, no entanto, nega ter discutido a indicação até agora. “Eu nunca conversei com o candidato Flávio Bolsonaro sobre cargos. Nunca tivemos essa conversa”, afirmou na quarta-feira (7), em entrevista à CNN Brasil. “Agora não é momento de ficar falando em cargos”, declarou.

Em setembro, à Gazeta do Povo, ele já havia comentado a especulação. “Um cargo como esse só faz sentido se houver condições políticas para implementar uma agenda consistente. O mais importante, para mim, é ajudar o Brasil a voltar a crescer com responsabilidade fiscal, investimento e oportunidade para as pessoas”, disse.

Alexandre Bettamio

Alexandre Bettamio ocupa o cargo de co-chairman de global corporate & investment banking do Bank of AmericaAlexandre Bettamio ocupa o cargo de co-chairman de global corporate & investment banking do Bank of America (Foto: Reprodução/YouTube/Valor Econômico)

Outro nome citado à Gazeta do Povo por pessoas próximas a Flávio como possível ministro da Fazenda é o de Alexandre Bettamio, executivo do Bank of America. Sua carreira é concentrada em operações de banco de investimento, assessoria a empresas e transações no mercado de capitais.

Considerado um grande sucesso no mercado financeiro internacional, Bettamio é visto como um gestor “liberal pragmático” com habilidade para construir pontes, característica fundamental para o cargo na Fazenda. Caso o senador vença a eleição, no entanto, seria necessário aguardar trâmites internos do banco americano para confirmar seu nome no ministério.

Roberto Campos Neto

campos neto, bc, pt, banco master, norma, riscos, precatóriosO ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.)

Presidente do Banco Central (BC) entre 2019 e 2024, por indicação de Jair Bolsonaro, Roberto Campos Neto também teria sido sondado para assumir a Fazenda, segundo apurou a Gazeta do Povo.

Antes de assumir o cargo, Campos Neto construiu carreira no setor financeiro, com passagem pelo Santander. Depois de deixar o BC, passou a atuar no Nubank como vice-presidente do conselho e responsável global por políticas públicas. Mais recentemente, o fato de ter sido citado no caso do Banco Master teria tornado sua entrada na equipe menos interessante para a campanha de Flávio.

Mansueto Almeida

Ex-secretario do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto AlmeidaEx-secretario do Tesouro Nacional e atual economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Economista-chefe do BTG Pactual, Mansueto Almeida foi secretário do Tesouro Nacional entre 2018 e 2020, durante os governos Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro, e participou da formulação e execução da política fiscal federal. Sua atuação profissional é associada ao acompanhamento das contas públicas, do orçamento e da sustentabilidade da dívida.

Gustavo Montezano

Gustavo Montezano foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) no governo Jair BolsonaroGustavo Montezano foi presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Economico e Social (BNDES) no governo Jair Bolsonaro (Foto: Valter Campanato/Agencia Brasil)

Outro cotado para a Fazenda, segundo apuração do UOL, é Gustavo Montezano, ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), de julho de 2019 a janeiro de 2023.

Executivo com experiência no mercado financeiro, Montezano assumiu o banco de fomento no início ainda no primeiro ano da gestão Bolsonaro e conduziu sua atuação durante o período em que o governo defendia reduzir a participação estatal na economia e a devolução de recursos do BNDES ao Tesouro Nacional.

Planejamento e Orçamento

Adolfo Sachsida

Adolfo Sachsida critica LulaAdolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia de Bolsonaro (Foto: Marcelo Camargo/Agencia Brasil)

Adolfo Sachsida é economista, advogado e pesquisador, com carreira no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e integra a coordenação econômica da campanha de Flávio desde agosto. No governo Bolsonaro, foi secretário de Política Econômica do Ministério da Economia e, em 2022, assumiu o Ministério de Minas e Energia (MME).

Na última quinta (8), ao negar a informação de que Flávio pretende reduzir a correção de aposentadorias e benefícios sociais, indicou que integrará o eventual mandato. “Nós iremos fortalecer os programas sociais”, disse. “Vamos reduzir impostos, vamos reduzir burocracia, vamos facilitar a sua vida.”

No mercado financeiro, Sachsida é citado como possível ministro do Planejamento, segundo a Folha. Pessoas próximas do economista, no entanto, afirmam que seu desejo é comandar a Fazenda.

Desenvolvimento Social

Daniella Marques

Daniella Marques é a coordenadora do plano econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL).Daniella Marques é a coordenadora do plano econômico do candidato Flávio Bolsonaro (PL). (Foto: Marina Testoni/EQI Investimentos)

Principal porta-voz do plano econômico de Flávio, Daniella Marques foi assessora especial do ex-ministro da Economia Paulo Guedes e presidiu a Caixa no último ano do governo Jair Bolsonaro. A economista chegou a ser cotada para a chapa do senador como candidata a vice-presidente

Segundo apurou Folha, Daniella é cotada para comandar um ministério na área social, que incorporar também a atual pasta das Mulheres, além de ficar responsável por algumas obras federais. Ela já estaria até mesmo buscando nomes na academia para dialogar.

Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Flávio Roscoe

Flávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg, é o pré-candidato do PL ao governo de Minas GeraisFlávio Roscoe, ex-presidente da Fiemg (Foto: Sebastião Jacinto Júnior / Fiemg)

Flávio Roscoe é empresário e presidiu a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) de 2018 a 2026. Ele se licenciou da entidade para disputar o governo mineiro pelo PL, mas acabou terminando a disputa em terceiro lugar. Ao longo de sua trajetória à frente da federação, atuou na representação dos interesses da indústria mineira perante os governos estadual e federal.

Roscoe é apontado por interlocutores políticos e empresariais como o principal nome de Flávio para o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), segundo a Folha. A indicação é associada à articulação de industriais e políticos mineiros que apoiam a candidatura.

Minas e Energia

Adriano Pires

O diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Adriano Pires (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

O nome mais cotado para o Ministério de Minas e Energia (MME) é o de Adriano Pires, economista e especialista no setor energético. Sócio-fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), Pires já foi superintendente-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ao longo de sua carreira, atuou como consultor e analista de políticas para petróleo, gás natural, combustíveis e eletricidade.

Em 2022, chegou a ser indicado por Jair Bolsonaro à presidência da Petrobras, mas acabou desistindo em razão de um possível conflito de interesse apontado pelo Comitê de Pessoas da companhia. Também foi cotado para assumir o MME no governo passado.

Desde agosto, coordena a elaboração do plano de governo de Flávio para as áreas de infraestrutura e energia e faz a interlocução da campanha com representantes do setor. Caso não fique com o ministério, ele pode ficar com o comando da Petrobras, segundo o jornal Valor Econômico.

Agricultura e Pecuária

Pedro Lupion

Presidente da FPA, deputado federal Pedro Lupion (Republicanos-PR) (Foto: Zeca Ribeiro/Agência Câmara)

Deputado federal reeleito pelo Paraná, Pedro Lupion (Republicanos) é presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma das principais bancadas temáticas do Congresso Nacional. Seu nome ganhou força como possível ministro da Agricultura e Pecuária após a FPA anunciar apoio à candidatura de Flávio, dias antes do primeiro turno das eleições.

Na última terça-feira (6), em reunião com representantes da frente parlamentar para confirmar apoio também no segundo turno, Flávio afirmou a jornalistas que a FPA indicará o nome para comandar a pasta responsável por políticas do setor. Em 2018, após Jair Bolsonaro ser eleito presidente da República, a então deputada e atual senadora Tereza Cristina (PP-MS) foi anunciada ministra da Agricultura por indicação da FPA.

Mauro Mendes

Senador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes (União)Senador eleito pelo Mato Grosso, Mauro Mendes (União) (Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado)

Empresário, ex-prefeito de Cuiabá e ex-governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União-MT), recém-eleito senador pelo estado, também aparece como alternativa para o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Durante sua gestão no governo mato-grossense, teve entre os temas centrais a infraestrutura logística e as condições econômicas de um estado fortemente dependente da produção agropecuária e da exportação de commodities.

Apesar de figurar entre os nomes cotados para a pasta, Mendes tem dito a interlocutores, contudo, que prefere o Ministério de Minas e Energia.

Relações Exteriores

Roberto Azevêdo

Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC)Roberto Azevêdo, ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) (Foto: Bruna Nishihata/Abag)

O diplomata Roberto Azevêdo é o principal cotado para o Ministério das Relações Exteriores (MRE). Ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) entre 2013 e 2020, Azevêdo especializou-se, ao longo de sua carreira diplomática, em negociações comerciais multilaterais, representando o Brasil em fóruns internacionais. Também coordenou a elaboração do plano de governo de Ronaldo Caiado (PSD) para a área de comércio exterior.

Segundo o SBT News, sua interlocução com o agronegócio e sua experiência em comércio internacional são consideradas relevantes nas conversas sobre a escolha do chanceler. A senadora Tereza Cristina, integrante da FPA, que ganhou espaço nas discussões da campanha de Flávio, é uma das defensoras do nome de Azevêdo para o Itamaraty.

Outros nomes cotados para a equipe econômica

Além dos nomes associados a ministérios específicos, há outros possíveis integrantes da equipe econômica ou de áreas relacionadas à gestão federal. O Metrópoles relaciona quatro secretários do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), sem indicação de possíveis cargos:

  • Caio Paes de Andrade, secretário de Gestão e Governo Digital de São Paulo, que foi ainda presidente do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Secretário Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital e ex-presidente da Petrobras no governo Bolsonaro;
  • Samuel Kinoshita, secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo e ex-assessor especial de Paulo Guedes;
  • Natália Resende, secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, que atuou como consultora jurídica no Ministério da Infraestrutura;<br>
  • Rafael Benini, secretário de Parcerias e Investimentos de São Paulo e ex-diretor da Empresa de Planejamento de Logística (EPL) de 2019 a 2022.

Outros nomes considerados para uma eventual administração de Flávio incluem o advogado João Pedro Nascimento, ex-presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM); Joaquim Leite, ex-ministro do Meio Ambiente de Bolsonaro; Alexandre Ywata, ex-secretário especial de Produtividade e Competitividade de Guedes; e Walter Maciel, gestor de fundos, sem experiência no setor público.

Da cota política, circulam nomes como da ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), que poderia assumir o ministério social ampliado, como alternativa ao nome de Daniella Marques; do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que já abordou publicamente a possibilidade de assumir o MRE; além do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, que pode assumir um superministério que reuniria as atuais pastas da Infraestrutura, Transportes e Cidades.

Flávio diz que ministros serão definidos após segundo turno

O senador por enquanto diz ainda não ter definido nomes para ministérios em seu eventual governo. “A gente tem que ganhar a eleição primeiro antes de discutir qualquer outro assunto”, afirmou na quarta-feira (7), durante evento em que recebeu o apoio formal do partido Novo.

Até o momento, o único nome anunciado publicamente por Flávio é o do médico e presidente do Conselho do Hospital Albert Einsten, Cláudio Lottenberg, que deve assumir o Ministério da Saúde caso o postulante do PL confirme a vitória no segundo turno.

A indicação foi feita ainda em agosto, durante sabatina do candidato no Jornal Nacional, da TV Globo, e Lottenberg já aceitou formalmente o convite.

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