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Resultados das eleições 2026

Edmundo, Marcelinho Carioca e Luxemburgo: quem ganhou e quem perdeu nas urnas entre os nomes do futebol

Edmundo, Vanderlei Luxemburgo e Marcelinho Carioca não conseguem se eleger nas eleições de 2026.
Edmundo, Vanderlei Luxemburgo e Marcelinho Carioca não conseguem se eleger nas eleições de 2026. (Foto: Fotomontagem/Gazeta do Povo (Reprodução/Instagram Edmundo, Vanderlei Luxemburgo e Marcelinho Carioca))

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A fama construída nos gramados colocou ídolos de diferentes clubes na disputa eleitoral de 2026, mas só dois deles chegaram ao fim da corrida com um mandato: Danrlei e Bobô. O ex-goleiro Danrlei (PSD-RS), ídolo do Grêmio, foi eleito deputado federal com 105.017 votos. Pelo clube, conquistou a Copa Libertadores de 1995 e o Campeonato Brasileiro de 1996. Já o ex-atacante Bobô (PCdoB), ídolo do Bahia, conquistou uma cadeira de deputado estadual com 70.898 votos. Pelo clube baiano, foi campeão brasileiro em 1988.

Outros 12 ex-jogadores e o ex-treinador Vanderlei Luxemburgo ficaram fora da lista de eleitos. Entre eles estão Marcelinho Carioca (Republicanos-DF), Edmundo (PSDB-RJ) e Luís Fabiano (MDB-SP), além de nomes ligados a clubes como Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Internacional, Santa Cruz, Sport, Botafogo e Fluminense.

Marcelinho Carioca e Edmundo ficam no banco de suplentes

Aos 55 anos, Marcelinho Carioca foi candidato a deputado distrital pelo Republicanos no Distrito Federal. O ex-jogador recebeu 2.494 votos e não conquistou uma cadeira na Câmara Legislativa do DF.

A candidatura de 2026 ampliou uma trajetória eleitoral iniciada em 2010. Desde então, Marcelinho já disputou diferentes cargos, de vereador a deputado federal, sem conquistar um mandato pelo voto.

Ídolo do Corinthians, o ex-jogador também acumulou mudanças partidárias ao longo da carreira política. A trajetória começou no Partido Socialista Brasileiro (PSB) e passou pelo PT e pelo antigo PSL, até chegar ao Republicanos.

Edmundo (PSDB-RJ), ex-jogador do Palmeiras e conhecido como “Animal”, também não conseguiu uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Rio de Janeiro. Ele recebeu 35.725 votos na disputa.

Luxemburgo não conquista vaga no Senado por Tocantins

Aos 74 anos, Vanderlei Luxemburgo (Podemos-TO) levou a experiência acumulada no futebol para a disputa pelo Senado. Ex-técnico da Seleção Brasileira, recebeu 67.987 votos e terminou em sétimo lugar na corrida no Tocantins.

Luxemburgo encerrou a carreira como treinador em 2023, com o Corinthians como último clube. Há cerca de sete anos, vive no Tocantins, onde é proprietário da TV Jovem, afiliada da Record no estado.

Fora do Tocantins, o ex-treinador mantém uma indústria de cachaça em Alagoas e empresas do ramo imobiliário em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Reconhecido pelo comando da Seleção Brasileira no fim dos anos 1990 e pelas passagens por grandes clubes, Luxemburgo chegou a ensaiar uma candidatura pelo PSB em 2022, mas o partido escolheu Carlos Amastha, empresário colombiano e ex-prefeito de Palmas, para disputar a eleição.

Outros nomes do futebol ficam fora da lista dos eleitos

  • Luís Fabiano (MDB-SP), ex-jogador do São Paulo, disputou uma vaga de deputado federal e recebeu 9.613 votos.
  • Finazzi (MDB-SP), ex-jogador do Corinthians, teve 1.069 votos na disputa por uma cadeira de deputado federal.
  • O Goleiro Sérgio (Solidariedade-SP), ex-jogador do Palmeiras, recebeu 9.565 votos para deputado estadual.
  • Dinei (Avante-SP), também ex-jogador do Corinthians, concorreu a deputado estadual e somou 6.338 votos.
  • Cleo Hickmann (PDT-RS), ex-jogador do Internacional, recebeu 412 votos na disputa por uma vaga de deputado federal.
  • Flávio Caça-Rato (MDB-PE), ex-jogador do Santa Cruz, teve 5.062 votos para deputado federal.
  • Éverton Felipe (PL-PE), ex-jogador do Sport, recebeu 1.953 votos na mesma disputa.
  • Donizete Pantera (PL-RJ), ex-jogador do Botafogo, concorreu a deputado estadual e recebeu 4.884 votos.
  • Washington Coração Valente (MDB-DF), ex-jogador do Fluminense, recebeu 7.503 votos na disputa por uma cadeira de deputado federal.

Atletas das quadras e do tatame também ficam fora

A lista de nomes ligados ao esporte que não conseguiram se eleger também inclui atletas de outras modalidades.

No Distrito Federal, a ex-jogadora de vôlei Leila Barros (PDT) terminou a disputa pelo Senado em terceiro lugar. Ela recebeu 21,25% dos votos válidos, 686.340 votos, e ficou fora das duas vagas em disputa, conquistadas por Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.

Em Minas Gerais, o ex-jogador de vôlei Maurício do Vôlei (PL) disputou uma vaga na Câmara dos Deputados. Com 16.122 votos, ficou fora da lista de eleitos para deputado federal.

No Piauí, a ex-judoca Sarah Menezes (MDB) também concorreu à Câmara dos Deputados. Ela recebeu 10.516 votos e não conquistou uma vaga como deputada federal.

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