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Em uma eleição tumultuada pela incerteza, em grande parte por causa da atuação da candidata Gleisi Hoffmann (PT), o Paraná deu uma ampla vantagem a candidatos de direita na disputa por vagas no Senado.
Com mais de 99% das urnas apuradas, Filipe Barros (PL) tem 27,31% dos votos válidos. Deltan Dallagnol (NOVO) aparece com 25,19%. Em terceiro lugar, Alexandre Curi (Republicanos) tem 16,78%. A ex-senadora Gleisi Hoffmann obteve apenas o quarto lugar, com 13,33% dos votos.
Barros está matematicamente eleito, e Dallagnol perderá a vaga apenas se o Tribunal Superior Eleitoral decidir pela cassação da sua candidatura, que foi objeto de uma longa batalha judicial ao longo de toda a campanha.
Uma coisa, entretanto, é certa: falhou a estratégia de lançar incerteza sobre a campanha do candidato do NOVO para, assim, desencorajar o voto a ele. O percentual expressivo de votos obtido por Dallagnol comprova que a aposta do PT falhou.
O PT tentou ainda cassar a candidatura de Sergio Moro na Justiça Eleitoral, mas tampouco obteve sucesso.
Mesmo que Dallagnol tenha os votos anulados pelo TSE, a vaga não irá automaticamente para o terceiro colocado: os eleitores do Paraná teriam que retornar às urnas para escolher um novo nome. Por isso, é provável que nem assim o PT consiga eleger um senador paranaense.




