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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, afirmou nesta quinta-feira (30) que o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) “encoraja” e “sinaliza” apoio à atuação de criminosos. A declaração foi publicada em um vídeo nas redes sociais, no qual o parlamentar também prometeu endurecer o combate às facções criminosas caso seja eleito.
Na gravação, Flávio associou a política de segurança pública do governo petista ao fortalecimento da criminalidade. “Os bandidos aqui soltando fogos, andando em paz pelas ruas e a gente que trabalha, o povo que é honesto, que paga os seus impostos, com medo de andar na rua. Os marginais estão aí encorajados pelo atual governo, já que a todo momento o governo federal sinaliza para bandido, para vagabundo”, declarou.
O senador também apresentou propostas para a área da segurança pública. Segundo ele, um eventual governo sob sua gestão aumentaria o tempo de prisão para criminosos considerados perigosos e restabeleceria a autonomia da Polícia Federal.
“Vagabundo perigoso vai ficar muito mais tempo preso. Nossos policiais federais, vocês vão voltar a ser honrados. Vocês vão voltar a ter autonomia para trabalhar. Vão voltar a correr atrás de bandido e não de adversário do atual governo”, afirmou.
Flávio defende enquadramento de facções como terrorismo
Na legenda da publicação, Flávio declarou que classificará as facções criminosas como organizações terroristas caso assuma a Presidência da República.
“Facção criminosa vai ser tratada como o que é: organização terrorista. Traficante não vai mais ser protegido por lei branda. E ladrão de celular vai parar de rir da cara do trabalhador. O Brasil cansou de ter medo. Pode anotar: com a gente, quem escolheu o crime vai pagar por isso”, escreveu.
A proposta apresentada por Flávio vai de encontro à ação do governo dos Estados Unidos, em ampliar as medidas contra organizações criminosas internacionais. Em 5 de junho, a gestão do presidente Donald Trump passou a classificar 96 organizações criminosas como "terroristas", entre elas o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A medida provocou reações no Brasil. O Palácio do Planalto e integrantes do Judiciário manifestaram reservas à classificação adotada por Washington. O governo federal avalia que o enquadramento de facções brasileiras como organizações terroristas pode representar um precedente para interferência externa e levantar questionamentos sobre a soberania nacional.
Até o fechamento da reportagem, a assessoria do governo Lula não retornou à Gazeta do Povo, para posicionamento sobre a fala de Flávio Bolsonaro.




