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O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), se reuniu neste domingo (30) com Gustavo Villatoro, ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, para discutir estratégias de combate ao crime organizado.
O país da América Central governado por Nayib Bukele serve de inspiração para políticas de segurança pública de Flávio, que defende mais prisões, leis penais mais duras e investimentos em tecnologia para impedir que criminosos comandem facções de dentro das cadeias.
Durante o encontro, que durou cerca de uma hora em um hotel de São Paulo, o senador afirmou que pretende criar 500 mil novas vagas no sistema prisional em quatro anos e construir cinco presídios de segurança máxima em um complexo batizado de “Treva”. A proposta também prevê o fim das chamadas “saidinhas” e mudanças na legislação para aumentar o tempo de permanência dos condenados na prisão.
"Tem pouco preso no Brasil, tinha que ser mais, só não tem mais porque a legislação é frouxa, então por isso nós vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios", afirmou Flávio a jornalistas.
Dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) apontam que o Brasil tinha mais de 960 mil no final do ano de 2025, uma alta de 6% em relação ao ano anterior. Embora não existam levantamentos mais aprofundados, se estima que parte considerável pertença às mais de 90 organizações criminosas em atuação nas penitenciárias brasileiras.
Questionado sobre o risco de as novas unidades continuarem sendo utilizadas por chefes de facções para comandar organizações criminosas, o senador prometeu alterar as regras do sistema penitenciário para que os presídios deixem de ser o que ele chama de “escolas do crime”. E afirmou que pretende investir em tecnologia para impedir a comunicação entre presos e integrantes das organizações criminosas que estão fora das cadeias.
“Eu estimo que, para abrir essas quase meio milhão de vagas em presídios, serão entre R$ 35 e R$ 40 bilhões em quatro anos, e isso é perfeitamente possível quando nós iniciarmos o nosso governo”, afirmou citando que os recursos viriam de um “governo enxuto e moderno” e de medidas que chamou de “tesouraço na burocracia e nos impostos”.
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Outra experiência simpática a Flávio Bolsonaro é a política do confinamento das facções, adotada pelo governo Bukele no “Cecot”, o Centro de Confinamento do Terrorismo. O senador afirmou que o Brasil tem condições de enfrentar o crime organizado com mais força por possuir uma população maior e mais recursos.
"Ele [Villatoro] falou, ‘olha, não é impossível não, nós fizemos em El Salvador, que é um país pequeno, é verdade, mas muito pobre, se vocês são um país grande e tem muitas riquezas, não tem explicação para que as facções criminosas continuem dominando os territórios’”, relatou o senador.
Também participaram da reunião o senador Sérgio Moro (PL-PR), candidato ao governo do Paraná; os deputados federais André do Prado (PL-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP), que concorrerão ao Senado por São Paulo; e o deputado estadual Gil Diniz (PL-SP), candidato a deputado federal pelo estado.








