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Pesquisa Quaest

Flávio Bolsonaro recupera votos de evangélicos, no Sudeste e na direita

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Flávio volta a mesmo patamar de intenção de voto na Região Sudeste e retomada crescimento entre evangélicos. (Foto: André Borges/EFE)

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A pesquisa Quaest divulgada na última sexta-feira (14) aponta para a recuperação do candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, em setores específicos do eleitorado brasileiro, no cenário estimulado de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com o levantamento, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro retomou a tendência de crescimento ao sair de 37%, em julho, para 40% das intenções de voto neste mês de agosto. Com isso, Lula oscilou de 45% para 43% no mesmo período.

Ou seja, Lula e Flávio Bolsonaro estão tecnicamente empatados, com 43% e 40% da preferência do eleitorado, respectivamente, resultado que os coloca dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. No cenário estimulado de primeiro turno, o candidato petista que busca a reeleição ao cargo lidera com 38%, seguido por Flávio com 31%.

Nos últimos meses, Flávio havia perdido força em setores estratégicos do eleitorado, conforme série de pesquisas da Quaest, mas retomou parte das intenções de voto na Região Sudeste, entre os evangélicos e no segmento denominado pelo instituto de pesquisa como “direita não bolsonarista”.

Em simulação de confronto com Lula na região que concentra os maiores colégios eleitorais do país, o Sudeste, Flávio voltou ao mesmo patamar de intenção de voto que tinha antes do vazamento do áudio em que o candidato pedia ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, o financiamento ao filme “Dark Horse”.

Flávio tinha 44% das intenções de voto no mês de maio, enquanto Lula aparecia com 37% da preferência dos entrevistados na simulação de segundo turno. Em julho, Lula chegou a estar numericamente à frente com 40%, seguido de Flávio com 37%, em um cenário de empate técnico dentro da margem de erro. No entanto, Flávio retomou a liderança no Sudeste nos últimos 30 dias e chegou a 44% das intenções de voto, com o petista oscilando para 36%.

Flávio Bolsonaro retoma crescimento entre o eleitorado evangélico

A crise para Flávio após o episódio "Dark Horse" teve consequências no meio evangélico. O segmento religioso — fundamental para a vitória de Jair Bolsonaro em 2018 e pela expressiva votação do ex-presidente em 2022 — recuou de 61% para 52% no apoio a Flávio no segundo turno contra Lula, na comparação da intenção de voto entre maio e junho.

Uma nova queda aconteceu entre julho e o começo de agosto, quando a pesquisa presidencial da Quaest registrou o apoio de 48% dos evangélicos. Nesse levantamento, Lula teve o melhor desempenho no segmento, com 33% das intenções de voto.

Uma nova pesquisa foi realizada nove dias depois e o levantamento mais atual aponta para a recuperação de Flávio. Ele atingiu 53% da preferência dos evangélicos, enquanto Lula oscilou para 28%.

O período coincide com a reta final das convenções partidárias e o prazo para registro de candidaturas, quando Michelle Bolsonaro se encontrou pela primeira vez com Flávio desde os atritos públicos sobre as articulações no PL, para gravar vídeos de apoio para a campanha. A ex-primeira-dama é considerada uma das principais lideranças políticas da direita entre as mulheres evangélicas.

Candidato do PL se consolida como oponente a Lula

Entre os opositores de Lula, o filho “01” do ex-presidente Jair Bolsonaro consolida-se, neste momento, como o principal nome no espectro classificado pela Quaest como “direita não bolsonarista”. Em maio, Flávio tinha 88% das intenções de voto no segmento, mas o apoio caiu para 74% em julho, no cenário de segundo turno contra o petista.

No último levantamento, Flávio voltou a ter o apoio de 80% dos entrevistados que se consideram de direita. O candidato do PL também tem o melhor desempenho dos candidatos classificados no espectro da direita que concorrem neste ano, no grau de definição do voto.

Segundo a Quaest, 70% afirmam que a decisão de votar em Flávio é definitiva. Essa definição de voto atinge 57% dos eleitores que responderam votar em Renan Santos (Missão), 55% entre os eleitores de Ronaldo Caiado (PSD) e 23% a Romeu Zema (Novo).

Nos cenários estimulados contra Lula no segundo turno, segundo a Quaest, Caiado perdeu apoio entre a “direita não bolsonarista”. O histórico da sondagem eleitoral aponta queda de 85% para 76% nas pesquisas divulgadas pelo instituto em agosto.

Renan Santos manteve 81% de preferência entre os eleitores de direita, mas caiu de 83% para 74% entre aqueles que se identificam como bolsonaristas. Zema também perdeu apoio e saiu de 80% para 74% dos entrevistados que se consideram como “direita não bolsonarista”.

  • Metodologia da pesquisa citada: A Quaest realizou o levantamento por meio de entrevistas presenciais com 2.004 pessoas aplicadas em âmbito nacional do dia 10 a 13 de agosto. O levantamento foi contratado pela Rede Globo. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O nível de confiança da pesquisa é de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) pelo número BR-06773/2026.

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