
Ouça este conteúdo
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), voltou a criticar o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. Durante uma transmissão ao vivo realizada nesta quinta-feira (23), em seu canal no YouTube, o parlamentar afirmou que a direção da corporação compromete a sua autonomia.
“O que aconteceu a partir do governo Lula é algo nunca antes visto na história do Brasil, começando pelo chefe da Polícia Federal, alguém que está ali, pau-mandado do Lula“, disse Flávio. “Claramente não deixa que a Polícia Federal exerça a sua autonomia.”
Na mesma transmissão, o senador fez uma distinção entre a direção da PF e os policiais federais. Segundo ele, as críticas se dirigem exclusivamente ao comando da corporação, e não aos agentes que integram a instituição.
Flávio nega ser investigado e cita perseguição da imprensa
Durante a transmissão desta quinta-feira, Flávio Bolsonaro afirmou também que enfrenta uma campanha de perseguição semelhante à que, segundo ele, atinge o ex-presidente Jair Bolsonaro. O senador declarou que parte da imprensa promove uma “construção de narrativa” contra sua atuação política.
“A perseguição é desproporcional. Não adianta eu ficar me explicando ponto a ponto cada vez que me acusam de alguma coisa porque não tem nada, mas cria-se essa atmosfera”, disse o congressista. “Não sou investigado em absolutamente nada. É só a imprensa me julgando e me condenando todos os dias, 24 horas por dia.”
Senador cita risco de "infiltrados" ao rejeitar segurança da PF
As declarações contra a direção da PF reforçam a posição anunciada pelo senador no último domingo (19), quando informou que não aceitará a proteção oferecida pela corporação durante a campanha presidencial.
Em publicação na rede social X, Flávio afirmou que manterá exclusivamente a equipe de segurança da Polícia do Senado, responsável por sua proteção desde o início do mandato.
O senador declarou que teme a presença de "infiltrados" em sua campanha. “Além disso, não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha”, escreveu.
O pré-candidato defendeu que os policiais federais destacados para proteger candidatos sejam direcionados às investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
“Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha – acusado de receber mensalinho do Careca do INSS – foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados”, declarou.
Flávio cita estrutura da Polícia do Senado para manter segurança
O plano de segurança aos presidenciáveis prevê a mobilização de agentes e recursos federais para atender as campanhas durante o período eleitoral.
Em nota, a assessoria do senador informou que a segurança permanecerá sob responsabilidade exclusiva da Polícia do Senado Federal ao longo de 2026.
"A instituição é reconhecida como uma das forças mais bem preparadas e especializadas do país, utilizando tecnologia, monitoramento, equipamentos de ponta, veículos blindados e armamentos de grosso calibre para suas atividades", cita a nota.
Pré-candidato amplia proteção com centro de monitoramento 24 horas
Na quarta-feira (22), Flávio Bolsonaro anunciou o reforço de seu esquema de segurança pessoal após a identificação de mais de 2 mil ameaças contra sua vida e integridade física. Segundo a equipe do senador, um levantamento realizado pelo setor de inteligência da Polícia do Senado motivou a adoção de novas medidas de proteção.
Entre as mudanças estão o uso diário de colete à prova de balas, a ampliação da equipe de escolta e a criação de um centro de comando com funcionamento permanente.
A estrutura monitorará os deslocamentos e compromissos do pré-candidato durante 24 horas por dia, além de fornecer informações em tempo real às equipes responsáveis pela segurança durante a agenda política.
De acordo com a equipe do senador, o levantamento identificou 868 ameaças explícitas de morte, 647 manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133 conteúdos relacionados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.




