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Jogo eleitoral

Flávio declara apoio a Eduardo Cunha, protagonista do impeachment de Dilma

Flávio Bolsonaro apoia Eduardo Cunha e resgata o simbolismo do impeachment, mas a aliança também reacende desgastes da Lava Jato. (Foto: Montagem: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados e Andressa Anholete/Agência Senado)

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O candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) gravou um vídeo declarando apoio à candidatura de Eduardo Cunha (Republicanos-MG) à Câmara dos Deputados. Publicada nesta quarta-feira (26), a gravação resgata o papel desempenhado pelo ex-presidente da Câmara no processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Ao apresentar Cunha, Flávio destacou sua atuação no afastamento da petista e afirmou que ele foi "uma pessoa importante na história do Brasil", por ter "aberto os olhos da população" e conduzido o processo que culminou na queda de Dilma.

Ao tomar a palavra, Cunha retribuiu o gesto e posicionou Flávio como aliado no enfrentamento ao PT. O ex-deputado declarou apoio ao candidato do PL na disputa presidencial e reforçou o discurso de que ambos compartilham o objetivo de impedir a volta da esquerda ao poder.

Cunha também recuperou um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro, então deputado federal, elogiando sua condução durante a votação do impeachment de Dilma.

Depois de ter o mandato cassado e ter sido preso durante o processo da Lava Jato, Cunha busca reconstruir sua relevância política. O apoio de Flávio e a recuperação das declarações de Jair Bolsonaro demonstram tentativas de uma reintegração em um campo político.

Imagem de Cunha também impacta campanha de Flávio

Para Flávio, o gesto também ajuda a reforçar sua narrativa política. Ao se associar a Cunha, o senador incorpora à sua campanha um personagem diretamente ligado a um dos episódios que mais contribuíram para o enfraquecimento do PT e para a reorganização da direita brasileira na última década.

A imagem de Cunha, no entanto, carrega desgastes dos escândalos da Lava Jato. O ex-deputado chegou a ser preso preventivamente e foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em processos relacionados a contratos da Petrobras. Posteriormente, parte dessas condenações foi anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que entendeu que o caso havia sido julgado por instância incompetente.

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