
Ouça este conteúdo
O senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta terça-feira (4) que definirá o nome de seu vice até 15 de agosto, prazo final para o registro das candidaturas na Justiça Eleitoral.
O senador também minimizou o fato de partidos do centrão terem optado pela neutralidade na disputa nacional.
Embora tenha evitado antecipar quem ocupará a vaga de vice, Flávio afirmou, durante sabatina promovida pelo portal O Antagonista e pela empresa de educação executiva G4, que as negociações seguirão até o limite estabelecido pela legislação eleitoral.
"Até o dia 15 isso estará resolvido", disse. Na mesma ocasião, Flávio afirmou que a falta de alianças nacionais não compromete sua candidatura:
"Temos 22 palanques já 100% fechados."
Segundo o pré-candidato, os acordos firmados nos estados têm mais peso para a campanha do que uma coligação nacional e garantem capilaridade suficiente para a disputa.
Neutralidade do centrão reduziu opções para vice
A indefinição da chapa ocorre após uma sequência de decisões que frustrou a estratégia do PL de atrair partidos do centrão.
Nas últimas semanas, PP, União Brasil, MDB e Republicanos decidiram não apoiar nenhum candidato à Presidência no primeiro turno e liberaram seus diretórios estaduais para firmar alianças conforme os interesses locais.
Para a campanha de Flávio, o principal impacto foi sobre a escolha do vice. O PP inviabilizou a indicação da senadora Tereza Cristina (MS), considerada a principal cotada para a vaga.
Na segunda-feira (3), o Republicanos também rejeitou integrar a chapa presidencial e oficializou a decisão de permanecer neutro na eleição.
Com isso, o PL passou a trabalhar com maior intensidade a possibilidade de lançar uma chapa formada apenas por integrantes do partido.
Entre os nomes mencionados nos bastidores estão as deputadas federais Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF), a vereadora Priscila Costa (CE) e os senadores Rogério Marinho (RN) e Marcos Pontes (SP).
Pela legislação eleitoral, os partidos têm até 15 de agosto para registrar as candidaturas na Justiça Eleitoral. Até essa data, o PL deverá oficializar o nome que completará a chapa presidencial.







