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A decisão do ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), contra a campanha de Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão, provocou críticas entre adversários na disputa pelo Planalto.
Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) manifestaram apoio a Renan e questionaram as restrições impostas pelo ministro.
Toffoli proibiu Renan de participar de debates em rádio, televisão, podcasts e outros meios de comunicação. O ministro também suspendeu o acesso da chapa majoritária a recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC) e restringiu o uso de perfis e endereços eletrônicos que não foram informados à Justiça Eleitoral no prazo previsto.
A decisão ainda determinou multa de R$ 50 mil por ato irregular em caso de descumprimento.
Flávio Bolsonaro critica Toffoli e diz que “censura” não pode ser banalizada
Flávio Bolsonaro reagiu à decisão nas redes sociais pouco depois de sua divulgação. O candidato do PL à Presidência afirmou esperar que Renan consiga restabelecer sua candidatura e relacionou o episódio às restrições impostas às redes sociais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
“Espero que o candidato Renan Santos restabeleça sua candidatura. O presidente Jair Bolsonaro está com suas redes sociais bloqueadas há mais de um ano e a censura não pode mais ser banalizada no Brasil!”, escreveu.
Flávio ilustrou a publicação com uma imagem de um boneco de Jair Bolsonaro com a boca coberta por um papel com a inscrição “falem por mim”.
Zema cobra fim de “intocáveis” e diz que decisão ameaça a democracia
Zema também criticou a decisão, embora tenha ressaltado suas divergências com Renan. O candidato do Novo afirmou que não permaneceria em silêncio diante da medida por disputar a mesma eleição.
“Discordo em muitos pontos do Renan, mas o que o Toffoli acaba de fazer é um absurdo. Não ficarei calado por ser um concorrente. O buraco é muito mais embaixo”, escreveu.
Depois, Zema direcionou a crítica ao Supremo Tribunal Federal (STF). O candidato afirmou que decisões como a de Toffoli comprometem a democracia e voltou a defender o fim dos “intocáveis”.
“Não existe democracia que se sustente dessa forma, com um supremo já desgastado por diversas decisões, inquéritos e esquemas que só mancham a instituição e o Brasil mundo afora. Chega de intocáveis”, afirmou.
Caiado classifica decisão de Toffoli como desproporcional
Ronaldo Caiado também se manifestou sobre o caso no X. O ex-governador de Goiás afirmou que a decisão não representa uma vantagem para os demais concorrentes.
“Minha solidariedade com o candidato Renan Santos à luz da decisão hoje emitida pelo TSE. Como candidato adversário, não me sinto beneficiado por uma medida que, decorrente de uma polêmica no processo de registro para suas contas de mídia social, praticamente paralisa sua campanha”, escreveu.
Caiado reconheceu que a Justiça deve ser respeitada, mas classificou a medida como desproporcional. Para o candidato do PSD, a disputa eleitoral deve permitir que todos os concorrentes apresentem suas propostas aos eleitores.
“A Justiça deve ser respeitada, mas considero a medida desproporcionada. As eleições são decididas pela votação, com todos os candidatos tendo o direito de apresentar suas ideias aos brasileiros”, afirmou.




