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O músico Roberto Frejat publicou nesta sexta-feira (2) seu repúdio, em seu nome e no nome de Cazuza, ao uso não autorizado da canção “Bete Balanço”, de sua autoria em parceria com o amigo, pela campanha de Renan Santos do Missão. A declaração veio após a gravadora Warner advertir contra a utilização da obra em uma notificação extrajudicial, que precede eventuais ações judiciais em busca de um acordo amigável.
Frejat usou as redes sociais para escrever “Renan não!” e dizer que não compactua com os ideais do político no dia seguinte ao ato público diante da sede da Globo, no Rio de Janeiro, onde deveria acontecer o último debate presidencial.
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O candidato do Missão e seus apoiadores cantaram a versão satírica de “Bete Balanço”, em um indicativo de que pretendem enfrentar as consequências judiciais de um eventual processo da Warner. A assessoria do Missão confirmou à Gazeta do Povo que não chegou a um acordo para utilizar a composição.
"Em meu nome e no de Cazuza, manifesto meu total repúdio à associação da nossa canção ‘Bete Balanço’ à campanha presidencial de Renan Santos. Não compartilhamos de suas ideias e do uso contínuo, indevido e não autorizado de nossa música, o que demonstra total falta de respeito aos direitos dos autores", disse Frejat na nota.

Renan Santos publicou em seus perfis uma resposta em tom de provocação:
“Frejat, de guitarrista para guitarrista, não seja bobo. Bete Balanço é uma música maravilhosa, estamos levando para milhares de pessoas, vocês deveriam ficar lisonjeados. Nós vamos usar, vocês vão ter que lidar com isso”, disse no vídeo. Frejat ainda não comentou a réplica.
Detalhes da paródia
Renan, além de político e empresário, é músico, e adaptou Bete Balanço para incluir seu lema de campanha, “O Futuro é Glorioso”, nos versos em que a canção diz “O teu futuro é duvidoso”, entre outras adaptações de sua paródia.
Cazuza é o apelido e nome artístico de Agenor de Miranda Araújo Neto. Ele marcou a música popular brasileira por alguns anos da década de 1980, até morrer precocemente em decorrência de complicações causadas pelo HIV, em 1990.
Suas músicas são consideradas extremamente atuais e frequentemente executadas em manifestações políticas por abordar a corrosão das instituições e a corrupção que sempre marcaram o país.






