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Falso positivo

Gate isola carro de Flávio por suspeita de bomba e conclui que foi alarme falso

Grupo afirmou que cães farejadores detectaram substâncias após denúncia da polícia do Senado.
Grupo afirmou que cães farejadores detectaram substâncias após denúncia da polícia do Senado. (Foto: Andre Borges/EFE)

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A Polícia Legislativa do Senado Federal acionou a Secretaria da Segurança Pública (SSP) do estado de São Paulo na noite deste domingo (18) indicando a suspeita da possível presença de um explosivo no carro do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O órgão encaminhou integrantes do Grupo de Ações Táticas (GATE) da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), incluindo o esquadrão antibombas e dois cães farejadores. O local foi isolado após os animais identificarem substâncias que podem ser utilizadas para a confecção de explosivos no capô e radiador do veículo. Após uma análise mais detalhada no interior do veículo, o grupo concluiu que tratava-se de um alarme falso.

Segundo Vitor Capello Haddad, comandante do GATE, o grupo concluiu que houve apenas a identificação de substâncias presentes no veículo que "traíram a noção dos cães", fazendo apontar para a suspeita. A substância, avaliou, poderia ser amônio ou algum perclorato que indicou a possibilidade de bomba, o que não se confirmou. Não havia nenhum pacote ou recipiente similar com a substância acusada armazenada em grande quantidade.

"Este veículo muitas vezes é abastecido, reabastecido, alguém quer fazer uma limpeza. Para fazer a limpeza das velas do veículo pode ser utilizado algum dos componentes que pode trair a noção do cão", completou.

Mesmo assim, o comandante afirmou que não é possível saber exatamente qual seria o uso da substância detectada. Ele conta que não é comum o falso positivo, mas que já chegou a ocorrer em outros episódios.

O debate ocorreu nos estúdios da Band no Morumbi, zona sul de São Paulo. O estacionamento contou com uma área reservada aos carros oficiais das comitivas de cada um dos dois candidatos. Mesmo com a suspeita descartada, Flávio deixou o local em outro carro, acompanhado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). De acordo com o comandante do GATE, tratou-se de uma recomendação do próprio grupo, com base no protocolo de segurança a ser seguido nesses casos.

Não foi divulgada a forma como a Polícia do Senado identificou a suspeita ou se houve um acionamento prévio por meio de um denunciante. Flávio não comentou o episódio em suas redes sociais.

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