Publicidade
Vice de Zema

Girão critica apoio do PL a Ciro Gomes no Ceará: “Incoerência”

Eduardo Girão
Para Eduardo Girão (Novo), a aliança representa uma contradição dentro da direita e reproduz práticas da chamada “velha política” (Foto: Ton Molina / Agência Senado)

Ouça este conteúdo

O senador Eduardo Girão (Novo-CE), candidato a vice-presidente na chapa de Romeu Zema (Novo), criticou o apoio do PL do Ceará à candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do estado.

Para Girão, a aliança representa uma contradição dentro da direita e reproduz práticas da chamada “velha política”.

Em entrevista ao Poder360, nesta terça-feira (25), Girão afirmou que o apoio a Ciro contraria os princípios que o PL diz defender.

O senador também classificou a composição como um “conchavo” político e disse que o partido abandonou uma posição coerente com a direita ao apoiar Ciro.

“Quem é de direita não abre mão de seus princípios e valores. Então, é possível considerar que apoiar Ciro Gomes é uma incoerência do PL? É completa, total. E o tempo é o senhor da razão e vai mostrar isso”, disse Girão.

A aliança entre o PL e Ciro também é alvo de críticas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que defendeu a candidatura de Girão ao governo do Ceará.

O diretório estadual do PL, comandado pelo deputado federal André Fernandes, decidiu apoiar Ciro no primeiro turno.

Girão se aproxima de Michelle nas críticas ao PL

Girão elogiou Michelle Bolsonaro e destacou a posição dela contra a aliança com Ciro.

As divergências em torno da aliança contribuíram para um conflito entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência.

Em junho, Michelle afirmou que havia sido desrespeitada e maltratada pelo enteado durante uma conversa sobre as articulações no Ceará. Flávio negou a intenção de ofendê-la e pediu desculpas.

Em julho, Girão afirmou que Ciro representa a “esquerda raiz” e disse que setores da direita que apoiam o tucano poderiam fortalecer um eventual projeto presidencial dele para 2030.

Na ocasião, Girão classificou Ciro como uma “cobra” que poderia “picar” a direita no futuro.

A crise ganhou novo capítulo depois que Ciro afirmou que poderia votar em Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) para presidente, mas não mencionou Flávio Bolsonaro.

A declaração levou Michelle a voltar a criticar a aliança entre o PL cearense e o tucano.

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Receba nossas notícias NO CELULAR

WhatsappTelegram

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.